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10 de maio de 2019, 10h27

Primeira mulher do governo Bolsonaro, tenente é exonerada por motivos políticos do MEC

Tenente-coronel Márcia Amarílio da Cunha Silva foi exonerada do cargo de subsecretária de Fomento às Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação após a chegada do ministro Abraham Weintraub

Bolsonaro e a tenente Márcia Amarilio (Montagem)

Coluna da jornalista Bela Megale, na edição desta sexta-feira (10) do jornal O Globo, mostra que a tenente-coronel Márcia Amarílio da Cunha Silva, a primeira mulher nomeada para o governo por Jair Bolsonaro (PSL), foi exonerada do cargo de subsecretária de Fomento às Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação após a chegada do ministro Abraham Weintraub.

Principal foco da guerra entre os campos militar e ideológico do governo, o MEC voltou para o comando dos doutrinados de Olavo de Carvalho com a chegada de Weintraub, após o antecessor, Ricardo Vélez-Rodriguez, também olavista, ter cedido espaço aos militares.

“Eles receberam um pedido para colocar outra pessoa em meu lugar. Se fosse critério técnico, eles teriam parado para prestar atenção no que eu estava oferecendo. Não tiverem interesse nem em ouvir o que eu tinha para passar. Falaram que iam me substituir porque é assim que tem que ser. Percebemos claramente que não foi técnico, foi político”, disse a militar exonerada, quando exposta à informação de que o MEC teria alegado “critério técnico” para exonerá-la do cargo.

Segundo Márcia, que voltou ao Corpo de Bombeiros, Weintraub já chegou no ministério com uma nova equipe.

“Eu fiquei 72 dias na função e estava desempenhando meu papel, mas houve uma mudança de ministro. A nova equipe já veio com outro nome para o meu cargo. Eles não quiseram, não tinham interesse em conhecer o meu trabalho. Com uma semana do novo ministro (Abraham Weintraub), eu fui exonerada”, disse ela, que preferiu não procurar Bolsonaro e o general Augusto Heleno para “não perturbar”.

“Eles estão focados em demandas maiores, como Venezuela, reforma da Previdência, acabo não querendo perturbar. Acho que, nesse contexto, o que eu passei não tem tanta importância, então foi opção minha não procurá-los”.


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