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18 de julho de 2019, 09h25

Principal patrocinador de Bolsonaro, Paulo Marinho confessa que foram disparadas fake news durante campanha

“Quando tinha alguma graça, a gente mandava, fake news a gente também mandava, enfim, como chegava a gente saia”, disse

Foto: Reprodução

O empresário Paulo Marinho, um dos principais financiadores de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à presidência, afirmou, em entrevista ao programa “Andreia Sadi em Foco”, exibido pela Globo News, nesta quarta-feira (17), que foram disparadas pela campanha vitoriosa fake news sem critério algum durante as eleições.

Marinho citou a colaboração de simpatizantes da campanha: “Tinham algumas peças muito bem feitas. A gente só não aproveitava isso na campanha, mas chegava, a gente mandava pra outros, a gente circulava aquilo. Não havia aquela limitação que hoje existe no WhatsApp, então a gente encaminhava 200, 300 pessoas”, afirmou o empresário.

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Ao ser perguntado se mesmo sendo fake news eram enviadas, ele respondeu: “quando tinha alguma graça, a gente mandava, fake news a gente também mandava, enfim, como chegava a gente saia”, disse.

Veja as declarações do empresário abaixo, a partir do minuto 4:30:

Paulo Marinho disse ainda na mesma entrevista que o então candidato Jair Bolsonaro estaria eleito após sofrer atentado a faca durante campanha em Juiz de Fora (MG).

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Ao ser indagado pela jornalista se o “atentado garantiu a vitória”, Marinho respondeu.

“Sem dúvida. Esta consciência foi do próprio capitão Bolsonaro na ocasião. A primeira visita que fiz a ele no hospital [Albert] Einstein, ele disse: olha, agora a gente não precisa fazer mais nada”.


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