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25 de setembro de 2019, 08h12

Procurador é processado pelo CNMP por críticas a Bolsonaro e Lava Jato

"Agradeço o registro formal de meu desacordo veemente com o obscurantismo que ameaça o país e o mundo", disse o procurador Wilson Rocha, ao comentar o processo instaurado pelo CNMP

Foto: Agência Pública

O historiador e procurador da República, Wilson Rocha de Assis, de Goiás, declarou na noite desta terça-feira (24) que a corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) instaurou uma reclamação disciplinar contra ele por ter publicado nas redes sociais críticas ao presidente Jair Bolsonaro e à Lava Jato.

“Tenho sincero respeito pelas Corregedorias, cujas determinações busco observar fielmente, mas tenho a consciência tranquila de que não violei os deveres de decoro e urbanidade a que estou obrigado”, disse o procurador. Rocha frequentemente usa as redes sociais para expor a sua indignação sobre decisões e feitos do governo de Bolsonaro. Nesta terça, antes de compartilhar o processo do CNMP, ele comentou no Twitter que o discurso de Bolsonaro na ONU “humilha e apequena seus apoiadores”.

Com relação ao processo, Rocha diz que o país atravessa um momento de”obscurantismo”. “Como historiador e pai que prestará contas às gerações futuras, agradeço o registro formal de meu desacordo veemente com o obscurantismo que ameaça o país e o mundo. O Estado de Direito, a Democracia popular e o meio ambiente vencerão. E nós venceremos com eles”, concluiu.

Em julho deste ano, o procurador usou suas redes sociais para comentar o fato de um dos membros da força tarefa da Lava-Jato ter confirmado anonimamente a veracidade de mensagens publicadas em reportagens da Vaza Jato. Para ele, cada procurador vive um duelo entre optar pela República ou pela corporação e, ao optar pelo segundo, se fortalece o fascismo.


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