quinta-feira, 24 set 2020
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Procurador quer que livro de Janot seja censurado e co-autor reclama de vazamento de PDF

A declaração de Rodrigo Janot afirmando que já teve a intenção de matar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ainda está repercutindo no meio político e jurídico. Uma das reverberações dessa fala vem de dentro do próprio Ministério Público, órgão que Janot chefiou, até 2017, como procurador-geral da República.

O subprocurador-geral da república, Moacir Guimarães Morais Filho, entrou com um pedido no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nesta segunda-feira (30), para que o livro “Nada Menos que Tudo”, de autoria de Rodrigo Janot e que está prestes a ser lançado, tenha sua venda proibida nas livrarias e que os exemplares que já estejam nas prateleiras sejam apreendidos.

Uma das atribuições do CNMP é fiscalizar a conduta administrativa financeira e disciplinar do Ministério Público, Desta forma, a instituição não tem o poder de restringir a venda de nenhuma espécia de livro.

“O certo é que, a prova da confissão da suposta conduta delituosa está a suscitar comentários na sociedade e nas instituições, razão pela qual o suplicante considera nociva à divulgação do livro sem que sejam excluídos dele os capítulos relativos ao fato confessado pelo autor da obra”, escreveu Morais Filho em seu pedido.

Tentativa de censura 

Se de um lado tem quem não queria que o conteúdo do livro de Janot seja publicado, de outro há quem reclame que a publicação está sendo pirateada pela internet antes do seu lançamento oficial. De acordo com Jailton Carvalho, co-autor do livro, houve um hackeamento e uma cópia digital da obra em PDF está circulando em grupos do Whatsapp.

“Já fui alertado sobre fraude por procuradores, delegados, peritos, jornalistas, servidores públicos e até por um dos meus filhos. E Nunca vi nada parecido. Ao que tudo indica é um ataque mais agressivo e mais abrangente que aqueles que vimos nas últimas eleições presidenciais. E o pior de tudo é que algumas pessoas estão compartilhando o PDF roubado como se estivesse fazendo uma ação humanitária. Não se dão conta de que estão colaborando com um crime”, escreveu Jailton no seu perfil do Facebook.

Redação
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