O que o brasileiro pensa?
06 de maio de 2020, 09h47

Procuradores da Lava Jato no Rio blindam investigações do controle de Bolsonaro

Nome de novo superintendente da PF no estado foi escolhido fora da lista de Bolsonaro

Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

As intervenções do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) na Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro provocaram reações dos procuradores da Lava Jato no estado. De acordo com informações da coluna de Guilherme Amado, eles decidiram blindar as investigações por lá de eventual controle de Bolsonaro. Vão reduzir o repasse de informações para os policiais federais ao mínimo possível.

Eles temem que as informações sobre as operações em si, que são feitas pela PF e repassadas dias antes para o planejamento da polícia, possam ser vazadas para o presidente.

Além disso, os procuradores do Rio lamentaram a substituição do superintendente Carlos Henrique Oliveira, que caiu para cima e se tornou diretor executivo da PF, cargo em Brasília. Ele era o primeiro em anos que havia conseguido de fato criar uma relação profícua com os procuradores.

Até Oliveira, diz a coluna, a Lava Jato no estado era tocada praticamente apenas pelo Ministério Público Federal.

Fora da lista de Bolsonaro

Por outro lado, na noite desta terça-feira, foi escolhido pelo novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza, e fora da lista de Bolsonaro, o substituto para Oliveira. Ele será o delegado Tácio Muzzi.

A escolha teve o aval do próprio Oliveira que está de partida, mas, por enquanto, ainda chefia o órgão, de acordo com o Painel, da Folha.

Muzzi ficou de superintendente interino no ano passado por cinco meses após explodir a crise em agosto, quando o presidente da República pediu, pela primeira vez, a troca da chefia no Rio.

Na época, ele era o braço-direito de Ricardo Saadi, que deixou o cargo depois de Bolsonaro anunciar sua demissão em uma das entrevistas matinais no Palácio da Alvorada.

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro, em depoimento no último sábado (2), denunciou pressão de Bolsonaro para mudanças na cúpula da PF e na superintendência do Rio.​


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