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13 de fevereiro de 2020, 08h26

Procuradores da Lava Jato podem ter usado “laranja” para contratar outdoor

Eles viraram réus por conta de um outdoor em homenagem à operação instalado no ano passado na região metropolitana de Curitiba

Foto: Reprodução

Treze membros e ex-membros da força-tarefa da Lava Jato tornaram-se réus de uma ação popular que busca esclarecer quem são os responsáveis por um outdoor em homenagem à operação instalado no ano passado na região metropolitana de Curitiba.

O outdoor, que foi colocado numa via de acesso ao aeroporto Afonso Pena em março de 2019, quando a operação completou cinco anos, tem fotos de integrantes da operação e a frase: “Bem-vindo à República de Curitiba, terra da Lava Jato, a investigação que mudou o país.”

Laranja

Além dos integrantes e ex-integrantes da força-tarefa, a empresa Outdoormidia, que instalou a placa, também foi citada.

A empresa informou que quem contratou a propaganda da Lava Jato foi João Carlos Queiroz Barbosa. Ele é músico e já disse não ter pago pela placa.

Barbosa, inclusive, foi a uma delegacia de Curitiba em julho de 2019 informar autoridades que seu nome foi usado indevidamente para a contratação da propaganda. A Polícia Civil disse que ainda apura o caso.

Dallagnol

Os procuradores, entre eles Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato no Paraná, foram citados pela Justiça Federal para se pronunciarem sobre a propaganda no final de janeiro. Até agora, nenhum deles se manifestou.

A força-tarefa do MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná) informou que seus “atuais membros” não tiveram relação com o outdoor e “se pronunciarão nos autos em momento oportuno”.

De acordo com Marcelo Neves Neves, professor de direito público da UNB (Universidade de Brasília e um dos autores da ação, existem indícios de que o outdoor foi pago pelo procurador Diogo Castor, que deixou a Lava Jato dias após a instalação da placa.

Mensagens divulgadas pelo “The Intercept Brasil” apontam que Castor confessou a seus então colegas da Lava Jato ter pago pela propaganda. O depoimento à Polícia Federal de um hacker que obteve essas conversas reforça essa suspeita.

Com informações do UOL


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