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06 de novembro de 2017, 19h10

Professores marcam protesto no Palácio dos Bandeirantes contra “PL da Morte” de Alckmin

Na próxima sexta (10), depois de participar das manifestações contra a reforma trabalhista, educadores, pais e estudantes seguem até a sede do governo estadual para protestarem contra proposta de congelamento de investimentos.

Na próxima sexta (10), depois de participar das manifestações contra a reforma trabalhista, educadores, pais e estudantes seguem até a sede do governo estadual para protestarem contra proposta de congelamento de investimentos.

Da Redação*

Professores, educadores, pais e estudantes da rede pública de São Paulo prometem, na próxima sexta-feira à tarde (10), ir até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, protestar contra o Projeto de Lei (PL) 920/2017, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende congelar investimentos do estado em áreas como saúde e educação, por dois anos.

Pela manhã, os professores também participam do dia nacional de paralisação, convocado pelas centrais sindicais, contra a reforma trabalhista do governo Temer, a Lei 13.467, que começa a valer a partir de sábado (11).

Para Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, presidenta da Apeoesp, o sindicato que representa a categoria, se os investimentos, que já estão abaixo do mínimo necessário, forem congelados, não serão apenas os servidores públicos – que ficarão sem reajuste nos salários – que serão prejudicados, mas toda a população usuária dos serviços públicos vai “pagar o pato”.

“Entendemos que esse “PL da Morte”, mais que aos professores, também atinge toda a população”, afirmou Bebel, em entrevista à Rádio Brasil Atual. Por isso, ela diz que a luta contra essa proposta precisa envolver toda a sociedade, não só os servidores.

Com base em estudo realizado pela Fundação Seade, Bebel afirma que a atual crise econômica deve empurrar ainda mais gente para os sistemas públicos de saúde e educação, por exemplo, e que, portanto, vão demandar investimento do poder público. Enquanto isso, ela diz que o governo Alckmin tem praticado renúncias fiscais da ordem de R$ 170 bilhões, para privilegiar empresas, sob o argumento da defesa do emprego.

A consequência, segundo ela, é queda na qualidade da educação, bem como dos demais serviços públicos. Segundo Bebel, essa vai ser um dos pontos críticos de uma eventual candidatura do atual governador à Presidência da República. Ela cita pesquisa divulgada no mês passado em que a maioria da população diz perceber piora nas escolas paulistas nos últimos anos.

“Se esse governador se tornar candidato à presidência da República, ele sabe que vai enfrentar um debate muito difícil, não só com os professores, mas toda a população paulista usuária do serviço público”, alertou a presidenta da Apeoesp.

*Com informações da Rede Brasil Atual

Foto: Sérgio Vale/Secom

 


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