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25 de março de 2019, 16h54

Promessa de corte de cargos de confiança de Bolsonaro não passou de jogo de marketing

Dos 21 mil prometidos, apenas 159 postos de livre nomeação deixarão de existir; economia será de 0,18% do valor projetado para o ano nos gastos com a folha de pessoal da União

Bolsonaro no Palácio do Planalto (Foto: Carolina Antunes/PR)

Reportagem do jornal O Globo desta segunda-feira (25) mostra que não passou de jogo de marketing de Jair Bolsonaro o anúncio de que cortaria 21 mil cargos de confiança do governo federal. A medida integrava as 35 metas para os primeiros cem dias de governo. Na prática, porém, apenas 159 postos de livre nomeação deixarão de existir.

De acordo com dados obtidos junto ao Ministério da Economia, os outros 20.841 cortes afetam funções de confiança e gratificações, ocupadas e pagas, obrigatoriamente, a servidores concursados.

Ainda assim, 6.587 desses postos – mais de 30% do total – já estavam vagos quando o decreto determinando os cortes foi assinado por Jair Bolsonaro, em janeiro deste ano.

A medida badalada, mas pouco efetiva para o tão buscado ajuste fiscal do governo, resultará na economia de R$ 195 milhões ao ano – valor considerado pouco significativo por especialistas ouvidos pelo jornal O Globo.

A título de comparação, só em janeiro deste ano, a União desembolsou R$ 8,6 bilhões em gastos com pessoal, considerando os servidores civis da ativa. Se esse mesmo valor se repetir ao longo dos 12 meses, a redução de despesas com os cortes de Bolsonaro será equivalente a 0,18% da folha.


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