“Propus prévias em Porto Alegre, mas nem o PT e nem o PCdoB aceitaram”, diz Fernanda Melchionna

Pré-candidata à Prefeitura da capital do RS cita que foi lançada uma chapa entre Manuela D'Ávila (PCdoB) e o PT na cidade, mas o PSOL ficou de fora da construção do projeto

Em entrevista ao Fórum Café nesta quinta-feira (3), a deputada federal e pré-candidata à Prefeitura de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL), afirmou que propôs uma unidade da esquerda nas eleições do município como estratégia de enfrentamento aos candidatos da extrema direita. De acordo com ela, no entanto, nem o PT e nem o PCdoB aceitaram o convite.

“Eu não só aceitaria como propus prévias em Porto Alegre em maio de 2019, sabendo que estamos em uma situação defensiva, que tem a extrema direita no poder. Seria importante unir as esquerdas distintas, porque nós somos distintos. O PT e o PCdoB governaram por 13 anos. É preciso ressignificar, construir mecanismos de participação para uma vanguarda ampla. Nem o PT e nem o PCdoB aceitaram, nem a Manuela”, disse, citando a também pré-candidata na cidade, Manuela D’Ávila (PCdoB), cujo vice é Miguel Rossetto (PT).

De acordo com Melchionna, o PSOL não foi convidado pelos dois partidos para ajudar a construir o projeto da chapa. “Propus de novo e nenhum desses dois partidos aceitaram. Indicaram o prefeito, indicaram o vice, e ainda falam em unidade. É conversa mole para boi dormir”, criticou a deputada.

Na entrevista, Melchionna também exaltou o modelo de prévias em outros países da América Latina. “Pensei em prévias, não em primárias. É um modelo que a frente ampla no Uruguai usa há 20 anos. A nova esquerda que nasceu no Chile nas eleições de 2017 foi a partir de um processo de prévias. No Peru, a mesma coisa com a Verónika Mendoza. Uma construção que teve até na candidatura do Bernie Sanders”, cita.

Para ela, no entanto, os demais partidos de esquerda do Brasil não “aprenderam” com as eleições dos anos anteriores. “Infelizmente, parece que os companheiros não aprenderam nada com 2016, nada com 2018, a chapa é deles, o programa é deles, são muito bons, e depois a rejeição deles faz eles perderem no segundo turno”, ironiza. “Vou lutar para chegar lá. Lutar contra a extrema direita é o desafio de 2020. Não esperem uma campanha de venda de ilusões”, finaliza.

Assista a entrevista completa:

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Luisa Fragão

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Renato Rovai
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