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10 de setembro de 2019, 19h09

PSDB cede vaga em CPI para Flávio Bolsonaro

O fato de o PSDB ter cedido uma vaga na CPI que vai investigar fake news nas eleições a Flávio Bolsonaro mostra que a proximidade entre os tucanos e o governo é maior do que se imagina

Flávio Bolsonaro (Reprodução/YouTube)

Apesar de forjar um distanciamento com o presidente Jair Bolsonaro, o PSDB, que integra a mesma Frente no Senado que o PSL, cedeu uma vaga na CPMI das Fake News para o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho “01” do presidente. A Comissão, na qual o partido do governo tenta barrar, busca investigar o impacto das notícias falsas nas eleições de 2018.

O escritor Rogério Tomaz Jr. usou as redes para expor a tratativa firmada entre os tucanos e o PSL. Os dois partidos formam o mesmo bloco no Senado e cada um teria direito a dois senadores, na Comissão Mista. No entanto, o PSDB abriu mão de uma das vagas, garantindo o nome de Flávio Bolsonaro como suplente junto a Major Olimpio (PSL-SP). Os titulares são Roberto Rocha (PSDB-PA) e Juíza Selma Arruda (PSL-MT).

“Designado, como membro suplente, o Senador Flávio Bolsonaro (PSL), em vaga cedida pelo PSDB, em 10.9.2019, conforme Ofício nº 104/2019 da Liderança do PSDB”, diz documento do Senado que expõe a composição da comissão.

Entre os deputados, os tucanos ainda não definiram quem ocupará a suplência da deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), abrindo margem para mais uma concessão.

A CPMI é formada por 32 titulares e 32 suplentes, sendo metade membros do Senado e metade da Câmara. Até o momento, PT e PSL são os partidos com mais nomes na comissão, com 7 cada. O PT, no entanto, é o partido com mais titulares (4). Ainda há sete indicações vagas.

 


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