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25 de abril de 2018, 16h40

PSDB veste a farda e vai lançar militar ao governo do Ceará

A aposta de Tasso Jereissati (PSDB) para o governo do Ceará é o general Guilherme Cals Theóphilo, que foi para a reserva e se filiou recentemente ao PSDB

Nesta quinta-feira (25), o senador Tasso Jereissati (PSDB), principal liderança tucana do Ceará, admitiu pela primeira vez que seu partido deve lançar como candidato ao governo do Estado o general Guilherme Cals Theóphilo, que recentemente entrou na reserva e se filiou ao PSDB.

“Não está confirmado, mas tem tudo para ser. Está na hora de sangue novo”, disse Tasso.

É a primeira vez que o PSDB decide apoiar a candidatura de um militar. Ex-comandante militar da Amazônia – atuava à frente do controle de fronteiras -, Theóphilo, de 63 anos, pertence a uma família de militares que remonta à Guerra do Paraguai, durante a época do Império, e até hoje conta com membros da família na ativa das Forças Armadas. Uma de suas últimas atuações como militar foi participar da elaboração do plano da intervenção federal no Rio de Janeiro.

A aposta do PSDB cearense no militar para derrotar o atual governador e favorito para a reeleição, Camilo Santana (PT), está ligada ao problema que o estado passa com Segurança Pública, tendo um dos mais altos índices de violência do país. Theóphilo, inclusive, não descarta uma intervenção federal, aos moldes do Rio de Janeiro, no Ceará.

À época das mobilizações do impeachment de Dilma Rousseff, inclusive, quando crescia o clamor de alguns grupos por uma intervenção militar no país, Theóphilo disse em entrevista que os pedidos por uma ação das Forças Armadas por parte da população eram “compreensíveis”.

“O papel do Exército Brasileiro nessa conjuntura é respeitar a Constituição e agir de acordo com os preceitos da democracia. Atuaremos, se preciso for, para garantir o cumprimento da lei e a manutenção da ordem e o perfeito funcionamento das nossas instituições”, disse.

A indicação de um militar como candidato do PSDB no Ceará causou reações negativas, inclusive, de pessoas próximas a Tasso Jereissati que, até há pouco tempo, era o principal cotado para ser o nome do partido na disputa. O jornalista Luís Costa Pinto, que se diz amigo de Tasso, por exemplo, fez uma postagem em seu Facebook em que afirma que “Tasso rende-se e abraça uma aventura verde-oliva” e que isso representa um “desastre para trás, para o hoje e para o amanhã”.


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