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11 de setembro de 2019, 19h33

PSL compara facada em Bolsonaro ao atentado contra as Torres Gêmeas

O senador Flávio Bolsonaro foi um dos que compartilhou a postagem do partido do presidente, que coloca o episódio da facada no mesmo nível de importância dos atentados de 11 de setembro para a história mundial

Reprodução/Instagram

A prepotência parece ser um padrão no clã Bolsonaro. Depois de o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comparar seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), ao ex-primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, agora foi a vez do PSL, partido do presidente da República, comparar o episódio da facada contra o capitão da reserva aos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

“Há 18 anos um atentado nos Estados Unidos chocava o mundo inteiro: o ataque às Torres Gêmeas. Há um ano, o Brasil sofria um ataque à democracia: @jairmessiasbolsonaro foi esfaqueado em meio a um ato público. Dois episódios que impactaram a sociedade e deixaram marcas na história”, diz texto da postagem do PSL que coloca uma foto de Bolsonaro logo após ser esfaqueado ao lado de uma imagem de um avião atingindo as torres do World Trade Center.

O episódio da facada, no entanto, sequer aconteceu no mesmo 11 de setembro que o atentado às Torres Gêmeas para basear qualquer comparação. Além das mais de 3 mil mortes que separam um caso do outro, a facada em Bolsonaro foi desferida no dia 6 de setembro do ano passado.

Apontado como o esfaqueador, Adélio Bispo foi considerado inimputável por, segundo a Justiça, sofrer de distúrbios mentais. Ele está internado em uma clínica. Jair Bolsonaro, por sua vez, segue em sua sanha de tentar associar Adélio à esquerda e vem passando por uma série de cirurgias desde que foi atacado.

Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, foi um dos que compartilhou a postagem comparando a facada aos atentados de 11 de setembro.


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