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03 de julho de 2019, 23h08

PSL entra com mandado de segurança no STF para impedir CPI sobre fake news nas eleições

Filipe Barros, vice-líder do PSL, partido de Jair Bolsonaro, na Câmara, argumenta que a CPMI que visa investigar a disseminação de fake news durante a campanha eleitoral do ano passado, tem como real objetivo "calar o povo brasileiro"

Filipe Barros (PSL-PR), o deputado que quer suspender investigação sobre fake news nas eleições (Foto: Agência Câmara)

Internautas têm interpretado anúncio do deputado Filipe Barros, vice-líder do PSL na Câmara, como uma “confissão de culpa”. O parlamentar informou que protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança pedindo que a Corte suspenda a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMF), autorizada nesta quarta-feira (3) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que visa investigar a disseminação de fake news durante a campanha eleitoral do ano passado.

O pedido para a criação da CPMI foi feito pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP) e contou com o apoio de líderes na Câmara. Para o vice-líder bolsonarista, no entanto, a investigação sobre fake news nas eleições é uma estratégia da esquerda para prejudicar o governo de Jair Bolsonaro.

“CPMI das Fake News é um apelido bonitinho para disfarçar a verdadeira intenção: criar Fake News contra o governo, censurar a população que está se manifestando na internet e, no final, propor a ‘regulamentação’ da mídia (leia-se censura a liberdade de imprensa)”, escreveu Barros em seu Twitter.

A comissão será composta por 15 senadores e 15 deputados e os partidos ainda precisam indicar os nomes dos integrantes.

Fake news 

O PT, partido do segundo colocado na eleição presidencial de 2018, vem desde o pleito denunciando que a campanha que elegeu Jair Bolsonaro foi baseada na disseminação de fake news e uso de perfis falsos para espalhar calúnias na internet e em aplicativos de mensagens.

Reportagem recente da Folha de S. Paulo revela que durante a campanha eleitoral de 2018, empresas brasileiras contrataram uma agência de marketing na Espanha para fazer, pelo WhatsApp, disparos em massa de mensagens políticas a favor do então candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em entrevista ao jornal, o dono da agência confirmou que recebeu dinheiro para o disparo de fake news, mas não sabia que seu software estava sendo usado para campanhas políticas no Brasil e só tomou conhecimento quando o WhatsApp cortou, sob a alegação de mau uso, as linhas telefônicas de sua empresa.

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