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03 de agosto de 2019, 11h38

PSOL denuncia “monitoramento” de Polícia Militar em encontro de mulheres em São Paulo

"Absurdo! Polícia Militar acaba de entrar entrar em plenária do encontro de mulheres do PSOL em São Paulo, pedindo documentos e dizendo estar “monitorando presentes”. Até onde vai a sanha autoritária?", denunciou o partido em postagem no Twitter

Reprodução/Twitter

Em publicação no Twitter na manhã deste sábado (2), o PSOL denunciou que policiais militares entraram em plenária de mulheres do partido e pediram documentos para as presentes. O presidente da legenda, Juliano Medeiros, disse que os militares já deixaram o local, mas que tomará as medidas cabíveis contra o “gesto de intimidação” autoritário.

“Absurdo! Polícia Militar acaba de entrar entrar em plenária do encontro de mulheres do PSOL em São Paulo, pedindo documentos e dizendo estar “monitorando presentes”. Até onde vai a sanha autoritária?”, denunciou a sigla nas redes, por volta das 10h da manhã.

Juliano Medeiros, presidente do partido, informou que a PM já deixou o local e a plenária seguiu sendo realizada, mas afirmou que o partido vai recorrer às medidas legais contra o ato: “Nossas companheiras não aceitaram a intimidação. Ainda assim, consideramos o fato um grave atentado às liberdades democráticas. E tomaremos todas as medidas que estiverem ao nosso alcance”, disse.

Medeiros avalia que o gesto é injustificável e remete aos tempos da ditadura militar. “Não há qualquer justificativa para que a PM “monitore” um evento partidário. Esse gesto de intimidação é inaceitável. Não estamos mais na Ditadura Militar, quando o direito de reunião podia ser coibido. Vamos acionar todas as autoridades contra esse absurdo. Chega”, declarou.

O PSOL ainda publicou uma foto da plenária lotada, mostrando que a atitude da PM não intimidou a luta das mulheres do partido. “Apesar da tentativa de intimidação da PM, nossa plenária de mulheres em SP está gigante”, tuitou.


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