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09 de junho de 2018, 17h13

PT decide que tática nacional é que vai definir acordos nos estados

Comissão Executiva Nacional aprova resolução que coloca a candidatura de Lula como prioridade absoluta e define estratégia da política de alianças

Foto: Divulgação/Facebook Paulo Pimenta

Durante reunião da Comissão Executiva Nacional (CEN) do PT, neste sábado (9), em Belo Horizonte, Minas Gerais, ficou definida a estratégia adotada pelo partido para as eleições deste ano. Entre elas, além da prioridade absoluta na candidatura de Lula, alinhar uma coligação nacional para apoiar o ex-presidente com PSB, PCdoB e outros partidos do campo progressista.

Em relação aos cenários estaduais, este é um sinal para o PSB, que deseja o apoio do PT em Pernambuco. No estado, o PT tem uma candidatura forte, da vereadora Marília Arraes, neta do ex-governador Miguel Arraes e prima do também ex-governador Eduardo Campos. O PSB, antigo partido de Marília, além de determinadas alas do próprio PT, defendem uma composição em apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB).

Ao final, foi divulgado um documento com as definições tiradas no encontro:

O agravamento constante da crise política, econômica e social do país confirma o acerto do Partido dos Trabalhadores em sustentar, como prioridade absoluta, a candidatura do companheiro Lula à Presidência da República. Essa prioridade absoluta, que corresponde ao anseio da grande maioria do povo brasileiro, foi adotada em resolução do Diretório Nacional, nos dias 15 e 16 de dezembro de 2017, para enfrentar os retrocessos e atrasos impostos pela articulação golpista que se apossou do país.

A mesma resolução apontou que cabe ao PT viabilizar e fazer vencedora a candidatura Lula, sendo este nosso maior dever e responsabilidade para com o país e o povo brasileiro. Logo em seguida a esta prioridade, foram estabelecidos os objetivos de fortalecer as bancadas na Câmara e Senado e reeleger os governos estaduais do PT.

Está clara, portanto, a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais. Toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva Nacional, também como definido na Resolução de dezembro.

No decorrer desses quase seis meses, a evolução da conjuntura tem mostrado que nosso candidato, mesmo preso injustamente, lidera a disputa presidencial com larga vantagem, registrando nas pesquisas um percentual maior que a soma das intenções de votos de todos os demais candidatos.

Neste sentido, a CEN, reunida em 09 de junho de 2018 em Belo Horizonte, resolve estabelecer os seguintes critérios para nossa tática eleitoral.

a) Construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio.

b) Essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados.

c) O PT deve construir palanques estaduais com partidos de centro-esquerda, preferencialmente com PSB, PCdoB e outros partidos que apoiem Lula, sempre de acordo com a tática eleitoral nacional.

d) A CEN conduzirá, este processo, por meio do GTE, iniciando as tratativas para a aliança nacional e nos estados em que governamos e em que aqueles partidos governam, sempre cabendo à CEN a decisão final.

e) Nos demais estados o PT deve priorizar as alianças com os partidos considerando a composição da nossa chapa de deputados federais e senadores, bem como buscando participação nas chapas majoritárias sempre que possível.

Belo Horizonte, 9 de junho de 2018

Comissão Nacional Executiva do Partido dos Trabalhadores


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