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26 de fevereiro de 2020, 22h12

PT diz que está se articulando para deter golpe de Bolsonaro contra as instituições

Partido divulgou nota oficial sobre o fato de Jair Bolsonaro ter incentivado atos em prol do fechamento do Congresso e do STF

A presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (Divulgação)

O Partido dos Trabalhadores divulgou uma nota oficial na tarde desta quarta-feira (26) em que repudia o incentivo de Jair Bolsonaro a atos que pedirão o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na terça-feira (25), reportagem de Vera Magalhães apontou que o presidente compartilhou através de seu WhatsApp vídeos de convocação para manifestações que pregam o fechamento das instituições, em um claro flerte com uma ruptura democrática e até mesmo um golpe militar.

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“A nova ameaça bolsonarista começou com um ataque despudorada do general Augusto Heleno ao Congresso Nacional, que tem a obrigação de reagir com firmeza por meio dos presidentes da Câmara e do Senado. O Partido dos Trabalhadores, que já fez requerimento para convocar o general Heleno ao plenário do Senado, reitera que os presidentes do Legislativo devem se juntar às diversas vozes que repudiam os ataques à democracia por parte de Bolsonaro e de seus cúmplices civis e militares”, diz um trecho da nota assinada pela presidenta nacional da sigla, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). 

O texto informa ainda que o PT está se articulando com outros partidos, centrais sindicais e entidades da sociedade civil para barrar a “ameaça” que vem sendo incentivada por Bolsonaro e destaca atos públicos em defesa da democracia que acontecerão nos dias 8, 14 e 18 de março. 

“Assim que mostraremos nossa indignação com a situação do país, enfrentando Bolsonaro e seu governo neoliberal de extrema-direita”, finaliza o PT na nota. 

Confira a íntegra. 

O novo ataque de Jair Bolsonaro à democracia e às instituições, na noite da terça-feira de carnaval, é mais uma etapa da escalada que passou pelo golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e pela prisão ilegal e cassação da candidatura do presidente Lula, em 2018.

Foram episódios decisivos para levar ao governo um presidente de extrema-direita com uma trajetória assumidamente antidemocrática, para implantar uma agenda de destruição do país, da soberania, dos direitos e das liberdades. Um governo que cria desemprego, pobreza e fome, que agride a Constituição todos os dias.

A nova ameaça bolsonarista começou com um ataque despudorada do general Augusto Heleno ao Congresso Nacional, que tem a obrigação de reagir com firmeza por meio dos presidentes da Câmara e do Senado.

O Partido dos Trabalhadores, que já fez requerimento para convocar o general Heleno ao plenário do Senado, reitera que os presidentes do Legislativo devem se juntar às diversas vozes que repudiam os ataques à democracia por parte de Bolsonaro e de seus cúmplices civis e militares.

O PT está articulado com os partidos de oposição, com as centrais sindicais e com organizações da sociedade para deter esta ameaça, que atinge em primeiro lugar os interesses do povo, dos trabalhadores e dos desprotegidos, que precisam garantir o direito à liberdade, ao trabalho, à renda, uma vida digna que só pela democracia se conquista.

Quem pode realmente garantir a democracia no Brasil é o povo nas ruas. Por isso o PT fortalecerá a mobilização para os atos públicos convocados nacionalmente, nos dias 8, 14 e 18 de março, e vai articular com amplos setores da sociedade atos em defesa da democracia e dos direitos do povo. É assim que mostraremos nossa indignação com a situação do país, enfrentando Bolsonaro e seu governo neoliberal de extrema-direita.

GLEISI HOFFMANN, presidenta nacional do PT
ENIO VERRI, líder do PT na Câmara dos Deputados
ROGÉRIO CARVALHO, líder do PT no Senado Federal


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