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05 de setembro de 2019, 11h58

Queiroz demitiu ex-esposa de miliciano para proteger Flávio Bolsonaro, diz MP-RJ

Objetivo foi evitar vinculação entre o gabinete do filho do presidente com o homem apontado como chefe do Escritório do Crime, grupo de matadores suspeito de participação no assassinato de Marielle

Flávio Bolsonaro com o ex-assessor Fabrício Queiroz - Foto: Reprodução

Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) mostram que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, demitiu Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-esposa de Adriano Magalhães da Nóbrega.

O objetivo foi evitar vinculação entre o gabinete do atual senador e filho de Jair Bolsonaro com o homem apontado pelo MP-RJ como o chefe do Escritório do Crime, grupo de matadores profissionais e suspeito de participação no assassinato de Marielle Franco (PSOL).

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Segundo o MP-RJ, no dia 6 de dezembro de 2018, Queiroz comunicou por Whatsapp a Danielle que ela havia sido exonerada do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Neste dia foi tornado público que o ex-assessor de Flávio era alvo de investigação por movimentações milionárias.

A íntegra da conversa foi retirada do celular de Danielle, apreendido pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ, durante a Operação “Os Intocáveis”, em janeiro de 2019.

Confirmação

De acordo com informações de O Globo, Queiroz confirmou o contéudo e afirmou, por intermédio dos seus advogados, que “tais diálogos tinham como objetivo evitar que se pudesse criar qualquer suposição espúria de um vínculo entre ele e a milícia”.

Flávio Bolsonaro já homenageou o ex-capitão do Bope, Adriano Magalhães da Nóbrega, na Alerj. As investigações da Polícia Civil do Rio indicam que há ligações entre a facção e o assassinato de Marielle Franco.


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