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23 de julho de 2019, 21h28

Quem são os supostos hackers presos em Araraquara pela PF

A informação que corre é que, ao contrário do que se imaginava, o grau de capacidade técnica dos detidos não era alto e o histórico policial deles demonstraria isso

Foto: Arquivo/ Agência Brasil

Após a prisão de quatro suspeitos pela Polícia Federal (PF) de serem os supostos hackers, que atacaram celulares de autoridades ligadas à Lava Jato, entre elas, o atual ministro Sérgio Moro, a busca agora é descobrir quem são as pessoas detidas.

De acordo com reportagem de Claudio Dias, do site A Cidade On, da região de Araraquara, que faz parte do Grupo EP, que reúne veículos como EPTV , CBN e Jovem Pan, dois são amigos e já tinham sido detidos juntos.

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São eles Walter Delgatti Neto, mais conhecido como Vermelho, de 30 anos, e Gustavo Henrique Elias Santos, de 28, que já atuou como DJ (era chamado de Guto Dubra).

Em Araraquara foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em casas da avó de Delgatti Neto e da mãe de Gustavo. As ações também foram realizadas em Ribeirão Preto.

A PF chegou aos suspeitos através da perícia criminal federal. No entanto, não está claro se o grupo tem ligação com o pacote de mensagens privadas dos procuradores da Lava Jato, obtido pelo The Intercept Brasil.

Golpistas

A informação que corre é que o grau de capacidade técnica dos hackers não era alto. E o histórico deles demonstraria isso. Estariam mais para golpistas conhecidos na cidade do que hackers.

Outro dos suspeitos (detido em São Paulo) tem 28 anos e o pai está preso desde 2006, por envolvimento com roubo, furto e uma tentativa de homicídio.

Na Justiça tem contra si alguns processos. Em 2013, ele foi preso por ter receptado uma caminhonete e adulterado as placas e o documento. Foi julgado em 2015 e condenado a seis anos e seis meses de reclusão, em regime semiaberto.
O relacionamento entre os dois suspeitos de Araraquara fica comprovada em outro processo. Em maio de 2015, ambos foram detidos na companhia de mais duas pessoas dentro do Parque Beto Carrero World, em Santa Catarina.

O suspeito de 28 anos foi ouvido e liberado, mas o colega, de 30 anos, acabou preso por falsidade ideológica. Na época, detido, apresentou uma carteira vermelha com as inscrições da Polícia Civil e dentro do carro havia uma arma e munições.

Também estiveram envolvidos com o tráfico de drogas, uso de cartões de crédito falsos e estelionato, nada, porém, que indique atuação como hackers.


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