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08 de setembro de 2019, 18h26

Randolfe Rodrigues pede demissão de Moro e julgamento justo a Lula

"A reportagem publicada hoje pela Folha de S. Paulo traz informações graves que demonstram claros ataques ao Estado Democrático de Direito", escreveu o senador, que sempre se mostrou defensor da Lava Jato.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O senador Randolfe Rodrigues (REDE) expressou sua indignação nas redes sociais sobre os fatos revelados pela nova reportagem da Vaza Jato, divulgada na manhã deste domingo (8) pela Folha de S.Paulo, e clamou para que o ex-juiz Sergio Moro pedisse demissão e que o ex-presidente Lula tenha um julgamento justo. A reportagem da Folha citada pelo senador revelou o conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato para impedir que o ex-presidente Lula assumisse o cargo de ministro no governo de Dilma Rousseff.

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“A reportagem publicada hoje pela Folha de S. Paulo traz informações graves que demonstram claros ataques ao Estado Democrático de Direito. Lula precisa ter um julgamento justo e já passa da hora do ministro Sergio Moro pedir demissão. A lei é para todos!”, escreveu Rodrigues.

O jornalista Glenn Greenwald compartilhou a publicação do senador, sem economizar nos elogios e ainda mandando indiretas aos “ideólogos”. “Randolfe tem sido um dos defensores mais vocais de Lava Jato. Mas como ele é um ser humano racional que forma opiniões com base em fatos, e não um ideólogo que se recusa a reconhecer fatos que contradizem seus opiniões, entendeu a corrupção mostrada pela Vaza Jato desde o início”, concluiu.

Vazamento seletivo

A nova reportagem da Vaza Jato mostra que as escutas de Lula vinham sendo acompanhadas havia mais de um mês – ao menos desde 9 de fevereiro de 2016 – e todos os áudios desprezados e mantidos em sigilo pela força-tarefa mostram que o ex-presidente relutou a aceitar o convite de Dilma, além de manter diálogos com políticos, sindicalistas e outras esferas da sociedade, até mesmo com o então vice-presidente, Michel Temer, para encontrar caminhos para sanar a crise política e econômica por meio do diálogo.

O agente da PF responsável continuou ouvindo as conversas e relatando aos procuradores mesmo após o pedido de suspensão das escutas, às 11h12 do dia 16, data em que Lula aceitou o convite de Dilma para compor o governo. Dessa forma, ele comunicou imediatamente a conversa de Lula e Dilma, ocorrida às 13h32, repassando aos procuradores.

Confira o tuíte do senador:


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