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11 de março de 2019, 17h48

Raquel Dodge arquiva ação que pedia suspeição de Gilmar Mendes

Procuradores da Lava Jato solicitaram à PGR que o ministro do STF fosse declarado suspeito nas investigações envolvendo o operador tucano Paulo Preto e Aloysio Nunes

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, arquivou, nesta segunda-feira (10), o pedido da Operação Lava Jato para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fosse declarado suspeito nas investigações envolvendo Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador do PSDB, e o ex-ministro Aloysio Nunes (PSDB).

Na última emana passada, a força-tarefa da Lava Jato encaminhou para Raquel Dodge informações para uma eventual “arguição de suspeição” do ministro Gilmar Mendes em julgamentos relacionados ao operador tucano, Paulo Preto.

Segundo procuradores, telefonemas e mensagens seriam mais do que indícios de que Aloysio Nunes buscou interferir em julgamento de habeas corpus em favor de Paulo Preto, em contato pessoal com o ministro do Supremo.

Paulo Preto e Aloysio Nunes foram alvos da Operação Ad Infinitum, uma das fases da Lava Jato. A força-tarefa investigou contas na Suíça atribuídas a Paulo, que chegaram a R$ 130 milhões. Um cartão de crédito teria sido emitido em favor de Aloysio Nunes.

Evidências

De acordo com a PGR, “as evidências materiais narradas na representação não indicam amizade íntima que possa justificar, sob o critério jurídico-processual, arguir a exceção de suspeição do relator, inclusive porque ele, diante do esclarecimento dos fatos pela Juíza da causa, revogou sua liminar e permitiu o curso regular da ação penal que resultou em condenação à pena elevada”.

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