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04 de junho de 2019, 23h49

Ratinho entrevista Bolsonaro em campanha pela reforma da previdência

Em entrevista à Ratinho, Bolsonaro reconheceu não ter feito muita coisa até o momento, usou informações imprecisas para atacar ONGs, voltou sua artilharia contra a esquerda e usou programa para defender reforma da Previdência

Reprodução

Na terceira aparição de Jair Bolsonaro no SBT na semana, o presidente foi entrevistado pelo apresentador Ratinho em clima de campanha em defesa da reforma da previdência. Bolsonaro ainda assumiu que não conseguiu aprovar muitas medidas.

Em clima de intimidade, Bolsonaro e Ratinho, que está sendo pago pelo governo para falar bem da reforma da Previdência, fizeram propaganda explícita da proposta. Na conversa, o apresentador ressaltou o tempo todo a “necessidade” do projeto. Em dado momento, pediu para o telespectador “ligar para o deputado” para que ele votasse a favor da proposta.

Bolsonaro afirmou que “todos os economistas falam que a Previdência vai trazer recursos, porque ninguém investe em quem é desequilibrado”. Questionado sobre o motivo de ter sido contra ao projeto durante o governo Temer, o ex-capitão disse que teve “acesso a números que antes não tinha”.

Tentando manter uma relação cordial com a Câmara, Bolsonaro afirmou que o Congresso “está cumprindo os prazos regimentais”, mas reconheceu que ainda não tem os votos necessários para a aprovação na mudança da aposentadoria.

O presidente ainda tentou defender as medidas tomadas pelo governo até agora, apesar de reconhecer que não foi feita muita coisa. “Temos muita coisa em andamento, mas eu não sou um presidente que não define a legislatura”, afirmou.

Entre os assuntos comentados, exaltou medidas específicas como a ampliação do número de pontos na carteira de mortorista de 20 para 40 e anunciou uma possível criação de escola militar em São Paulo.

O presidente também voltou a defender o uso de armas e disse que a Justiça tem que ser mais branda com policiais militares que matam durante o serviço. “Arma é para usar. Muitas vezes você dá dois tiros no vagabundo e não sabe se está morto porque o sujeito está drogado. Muitas vezes você é julgado por ter cometido excesso”, afirmou.

Bolsonaro ainda voltou sua artilharia para a questão ambiental, um dos pontos que mais sofre críticas internacionalmente, com informações imprecisas: disse que as ONGs na Amazônia servem apenas para “financiar o MST”, que a Funai usa dinheiro público para “ensinar índio a mexer com bitcoin”, e ainda defendeu a transformação da Baía de Angra na “Cancún brasileira”. “Não vai ter nenhum centavo de dinheiro público para a baía de Angra”, afirmou.

Ratinho e Bolsonaro ainda atacaram a esquerda, dizendo que os esquerdistas brasileiros defendem um socialismo ultrapassado. “Eles querem o Estado pelo Estado. As fronteiras estão abertas para ir para a Venezuela”, disse Bolsonaro.


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