Recife é tomada por manifestantes que pedem #ForaBolsonaro – por Armando Holanda

De acordo com organizadores, cerca de 100 mil pessoas estiveram no ato, que teve todos os protocolos de segurança contra a Covid-19 obedecidos

Por Armando Holanda

Em movimento contra o ato genocida de Jair Bolsonaro, as ruas do Recife foram tomadas, neste sábado (3), por milhares de pernambucanos. Aos gritos de “Fora Bolsonaro“, “O Genocídio precisa acabar”, “Bolsonaro é culpado pelas mais de 500 mil mortes”, manifestantes seguiram da praça do Derby, área central do Recife, à Praça do Diário, também no coração da capital pernambucana e local de dispersão. De acordo com organizadores, cerca de 100 mil pessoas estiveram no ato. Os protocolos de segurança contra a Covid-19 foram obedecidos: o uso de máscara, álcool em gel ou líquido e distanciamento social também.

Em entrevista à Fórum, o vereador Ivan Moraes (PSOL-PE) afirmou que o ato é um movimento que traz esperança aos brasileiros e que Bolsonaro precisa ser culpado. “Esse é o maior ato que estamos presenciando. Precisamos fazer com que as pessoas que ainda o acompanham [Bolsonaro] entendam que a culpa das mortes e de todo o mal que assola o Brasil é o presidente”, vaticinou o parlamentar que também faz parte da organização do ato contra Bolsonaro em Pernambuco.

O manifesto contou com agentes do Ministério Público e da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, que faziam o trabalho de fiscalização. Durante breve conversa com este repórter, um dos agentes assinalou que o papel deles no ato é “analisar, verificar e evitar possíveis ataques policiais”. A fala foi proferida devido ao que aconteceu no protesto de 29 de maio em Pernambuco – quando a PMPE agiu com truculência contra os manifestantes que participavam de forma pacífica.

Durante a movimentação, manifestos artísticos marcaram o ato. Um manifestante se vestiu de Bolsonaro e utilizou algumas de suas falas mais comuns “isso é uma gripezinha”, “vírus da mídia”, tudo isso satirizando as falas genocidas de Bolsonaro.

A co-deputada Robeyonce Lima (PSOL), que faz parte do mandato coletivo da Juntas em Pernambuco, aproveitou o momento para também lembrar da luta por direitos da comunidade LGBTQIA+, em especial a comunidade trans e travesti. Ela lembrou o caso recente de Roberta, mulher trans negra que viva teve o seu corpo queimado por um adolescente no Cais de Santa Rita, um dos principais corredores de ônibus do Recife. “Quero poder sair de casa e não ser queimada. Quero voltar viva”, bradou Robeyonce que além de primeira co-deputada é a primeira advogada travesti de Pernambuco.

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