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15 de julho de 2019, 14h18

Recursos que poderiam tirar Moro da Lava Jato estão parados há mais de 2 anos no CNJ

Em 22 de março de 2016, Deltan Dallagnol em conversa com Sergio Moro prometeu acionar "nosso representante no CNJ" para barrar ações contra o então juiz da Lava Jato. O deputado Wadih Damous entrou com ação uma semana depois, que até hoje não foi julgada

Sergio Moro (Foto: Arquivo/Lula Marques)

Na conversa entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, divulgada pela Vaza Jato, sobre a “lambança” feita pela Polícia Federal ao quebrar sigilo da lista de políticos que teriam recebido propina pela Odebrecht, o coordenador da Lava Jato promete “falar com nosso representante no CNJ”.

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E é no mesmo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) onde está parada há mais de dois anos a tramitação de processos que poderiam ter tirado Moro dos julgamentos da Lava Jato em Curitiba – dentre eles, o que condenou o ex-presidente Lula.

Segundo reportagem de Frederico Vasconcellos, na edição desta segunda-feira (15) da Folha de S.Paulo, desde maio de 2017, foram colocados e retirados de pauta dois recursos de parlamentares questionando arquivamentos pelo CNJ de reclamações disciplinares contra Moro.

Um dos recursos foi apresentado pelo ex-deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) e outros parlamentares. O segundo é encabeçado pela ex-senadora Ângela Portela (PDT-RR), dentre outros políticos.

Veja também:  Frota diz que diálogos da Vaza Jato são "graves" e que podem anular processo de Lula

Em relação ao recurso de Damous, Humberto Martins diz que ele foi retirado da pauta na gestão de Noronha, em 26 de julho de 2018, e que foram juntados novos documentos desde novembro passado.

A reclamação do ex-deputado ingressou no CNJ em 30 de março de 2016 – uma semana antes da conversa entre Moro e Dallagnol divulgada pela Vaza Jato, que ocorreu em 22 de março de 2016.

Ao deixar a magistratura para assumir o ministério da Justiça de Jair Bolsonaro, no final de 2018, Moro saiu do alcance das punições disciplinares do CNJ. O processo administrativo, porém, continua tramitando sob sigilo.

Leia a reportagem na íntegra


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