domingo, 20 set 2020
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Recursos que poderiam tirar Moro da Lava Jato estão parados há mais de 2 anos no CNJ

Na conversa entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, divulgada pela Vaza Jato, sobre a “lambança” feita pela Polícia Federal ao quebrar sigilo da lista de políticos que teriam recebido propina pela Odebrecht, o coordenador da Lava Jato promete “falar com nosso representante no CNJ”.

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E é no mesmo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) onde está parada há mais de dois anos a tramitação de processos que poderiam ter tirado Moro dos julgamentos da Lava Jato em Curitiba – dentre eles, o que condenou o ex-presidente Lula.

Segundo reportagem de Frederico Vasconcellos, na edição desta segunda-feira (15) da Folha de S.Paulo, desde maio de 2017, foram colocados e retirados de pauta dois recursos de parlamentares questionando arquivamentos pelo CNJ de reclamações disciplinares contra Moro.

Um dos recursos foi apresentado pelo ex-deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) e outros parlamentares. O segundo é encabeçado pela ex-senadora Ângela Portela (PDT-RR), dentre outros políticos.

Em relação ao recurso de Damous, Humberto Martins diz que ele foi retirado da pauta na gestão de Noronha, em 26 de julho de 2018, e que foram juntados novos documentos desde novembro passado.

A reclamação do ex-deputado ingressou no CNJ em 30 de março de 2016 – uma semana antes da conversa entre Moro e Dallagnol divulgada pela Vaza Jato, que ocorreu em 22 de março de 2016.

Ao deixar a magistratura para assumir o ministério da Justiça de Jair Bolsonaro, no final de 2018, Moro saiu do alcance das punições disciplinares do CNJ. O processo administrativo, porém, continua tramitando sob sigilo.

Leia a reportagem na íntegra

Redação
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