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04 de setembro de 2017, 16h33

Reflexos da gestão Temer: Estudo revela aumento do emprego precário

Dieese analisa condições de trabalho entre pessoas que conseguiram emprego no trimestre e conclui que continuam os efeitos negativos da conjuntura econômica recessiva sobre o mercado de trabalho.

Dieese analisa condições de trabalho entre pessoas que conseguiram emprego no trimestre e conclui que continuam os efeitos negativos da conjuntura econômica recessiva sobre o mercado de trabalho.

Da Redação*

A política econômica nefasta promovida pelo governo de Michel Temer (PMDB) continua trazendo consequências negativas para a população brasileira. Estudo divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), ao analisar as condições de trabalho no universo de pessoas que conseguiram uma colocação profissional no trimestre, conclui que continuam os efeitos negativos da conjuntura econômica recessiva sobre o mercado de trabalho.

“Quanto ao tipo de categoria do emprego, segundo definição da pesquisa do IBGE, podemos observar que a regra dos empregos gerados é na informalidade, com o crescimento de 4,6% dos empregados no setor privado, sem carteira assinada, e de 1,6% dos trabalhadores por conta própria”, continua o comunicado do órgão, ligado à CUT. O trabalho doméstico se manteve estável e o que mais chama atenção: o emprego no setor privado, com carteira assinada, teve redução de 2,9%.

Outro indicador de piora nas condições de trabalho é o rendimento. O “rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos” registrou o valor de R$ 2.106,00, no trimestre de maio a julho de 2017, valor levemente menor do que o verificado no trimestre anterior, quando ficou em R$ 2.111,00.

Apenas aqueles trabalhadores com carteira de trabalho assinada registraram crescimento no rendimento médio (3,6%), o que sugere que o resultado geral de estagnação, é consequência da queda dos rendimentos entre as outras categorias de emprego, como os trabalhadores sem carteira, os trabalhadores por conta própria e as trabalhadoras domésticas, que além de vínculos de trabalho precários, também observam uma redução média em seus rendimentos.

*Com informações do Brasil 247

Foto: Portal Brasil


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