Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
13 de fevereiro de 2020, 23h32

Relatora da CPMI das Fake News aciona PGR contra Hans River por falso testemunho

O ex-funcionário da empresa Yacows é acusado de ter mentido a parlamentares na CPMI das Fake News; ele chegou a dizer que a jornalista Patrícia Campos Mello se insinuou sexualmente para ele

O ex-funcionário da Yacows, Hans River (Reprodução/TV Senado)

Relatora da CPMI das Fake News, a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) protocolou junto à procuradoria-geral da República (PGR), nesta quinta-feira (13), uma representação contra o ex-funcionário da empresa Yacows, Hans River dos Rios Nascimento, que na terça-feira (11) prestou depoimento à CPMI em condição de testemunha.

A ex-empresa de Rivers, a Yacows, é apontada por reportagens da Folha de S. Paulo como parte de um esquema de disparos ilegais em massa de mensagens durante a campanha eleitoral em 2018. Em seu depoimento à CPMI, além de dizer que as matérias da Folha são baseadas em mentira, deu versões inconsistentes sobre seu contato com o jornal e ainda acusou a repórter Patrícia Campos Mello de ter se insinuado sexualmente para ele em troca de informações.

Depois de seu relato, a Folha publicou matérias com prints das conversas entre Hans River e Campos Mello, além de documentos que comprovariam que o ex-funcionário da Yacows mentiu em seu depoimento.

Na representação, Lídice Da Mata sugere que Hans River seja enquadrado por falso testemunho. Ela se baseia, no documento protocolado junto à PGR, no Código Penal, que classifica como crime “fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral”. A legislação prevê punição de dois a quatro anos e multa para o crime.

A deputada também chama a atenção, no pedido, para o fato de que as regras previstas no Código Penal “também se aplicam à condução dos trabalhos de investigação postos em práticas por comissões parlamentares de inquérito”.

“Uma vez demonstrado o descumprimento inequívoco à Lei, tem-se por necessária intervenção estatal no presente caso, em que o depoente fez afirmações falsas, negou e calou a verdade, na condição de testemunha, perante esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Isto posto, requeremos o recebimento da presente Representação, para que, ao final, as medidas legais sejam devidamente tomadas”, diz o texto, que também é assinado por Alessandro Molon (PSB-RJ), Luizianne Lins (PT-CE), Tulio Gadelha (PDT-PE), Paulo Ramos (PDT-RJ), Natália Bonavides (PT-RN) e Rui Falcão (PT-SP).

Na quarta-feira (12), mais de mil mulheres jornalistas assinaram um manifesto em defesa da jornalista Patrícia Campos Mello e contra as declarações, consideradas machistas e falaciosas, feitas por Hans River.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum