Renan Bolsonaro apaga homenagem a ex-funcionário que fez revelações sobre clã

Marcelo Nogueira revelou que a mãe de Renan comandava rachadinhas e traía Jair Bolsonaro com um bombeiro

Acabou o amor. O filho 04 do presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan, apagou uma publicação em que homenageava Marcelo Luiz Nogueira de Santos, ex-funcionário do clã que revelou os detalhes do esquema de “rachadinha” que ocorria nos gabinetes de Carlos e Flávio Bolsonaro. Segundo Nogueira, a comandante era Ana Cristina Siqueira Valle, mãe de Renan, até Bolsonaro descobrir que era traído por ela.

Em junho, Renan fez um post no Instagram ao lado de Marcelo. À época, o presidente Bolsonaro era novamente acusado de LGBTfobia, então, em uma estratégia para tentar “provar” que o presidente não é homofóbico, o 04 fez uma postagem/homenagem a Marcelo de Santos, que é negro e gay.

“Marcelo, ao longo desses anos todos, você tem sido um grande amigo para mim. Você me ensinou muito, especialmente a como me tornar uma boa pessoa. Sua empatia e seu carinho são contagiantes, e eu serei eternamente grato a Deus por tê-lo colocado em nosso caminho. Que neste aniversário seu coração possa transbordar com o dobro da felicidade que você trouxe para nossa família! Obrigado por tudo! Parabéns! Felicidades”, escreveu Renan Bolsonaro.

Após as revelações de Marcelo à coluna de Guilherme Amado, no Metrópoles, o filho do presidente removeu o post.

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Revelações do ex-funcionário

Ex-funcionário da família Bolsonaro, Marcelo Luiz Nogueira dos Santos contou que Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) jogava videogame no gabinete quando foi eleito para o primeiro mandato, em 2001, enquanto Ana Cristina Valle, então mulher de Jair, instalava o esquema de corrupção que ficou conhecido como “rachadinhas”.

O ex-funcionário contou que Ana Cristina foi a primeira a controlar todo o recolhimento de parte dos salários de todos os assessores parlamentares dos dois, respectivamente primeiro e segundo filho de Bolsonaro.

Segundo Marcelo, o esquema que começou a ser instalado no gabinete da “criança” Carlos em 2001, foi replicado o gabinete de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) por Ana Cristina em 2003.

Ana Cristina teria saído do comando do esquema, segundo o ex-funcionário, após Bolsonaro descobrir que era traído com bombeiro. O militar seria Luiz Cláudio Teixeira, que fazia a escolta da família no Rio de Janeiro.

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Marcelo resolveu fazer as denúncias após, segundo ele, ter sido enganado e vítima de racismo. Convidado por Ana Cristina a trabalhar na mansão onde ela vive com o filho, Jair Renan, em Brasília, a ex-mulher de Bolsonaro não teria honrado a promessa de pagar ao funcionário um salário de R$ 3 mil.

Parlamentares avaliam pedir proteção a Marcelo após as revelações.

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Com informações do Uol

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global