Fórumcast #19
20 de março de 2019, 08h29

Renan Calheiros denuncia Dallagnol ao Conselho de Ministério Publico: “pistoleiro de reputações”

Renan alega que, desde 2017, ainda no período pré-eleitoral, o procurador da Lava Jato empreende campanha contra seu nome, “em nítida tentativa de influenciar o resultado do pleito"

Dallagnol virou alvo de Renan Calheiros (Reprodução)

O senador Renan Calheiros (MDB/AL) chamou de “pistoleiro de reputações” o procurador da República Deltan Dallagnol ao anunciar, pelo Twitter, reclamação contra o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, apresentada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nesta terça-feira (19).

No documento, Renan aponta descumprimento do dever funcional de Dallagnol ao atacar de formar “ilegal e ilegítima” as representações políticas, referindo-se, especialmente, a ataques durante sua campanha para reeleição ao cargo de senador e à sua tentativa de presidir a Casa, no início deste ano.

“Demonstro que ele infringiu seus deveres funcionais e faltou com o decoro exigido pelo Estatuto do Ministério Público, violando também a Constituição”, postou em sua conta no Twitter o senador, que também abordou o assunto em Plenário.

Renan alega que, desde 2017, ainda no período pré-eleitoral, o procurador do Paraná empreende campanha contra seu nome, “em nítida tentativa de influenciar o resultado do pleito”.

O senador acusa Dallagnol ainda de não apresentar provas ao disseminar ataques por suas redes sociais. “Resumiu-se a superficiais conjecturas em 140 caracteres”, pontua, em referência ao limite de toques permitido em postagens no Twitter.

Veja também:  Vaza Jato: Dallagnol municiou grupos de direita e Antagonista para pressionar STF

Sobre a eleição da presidência do Senado, Renan destaca que o procurador comemorou sua desistência da disputa como “vitória pessoal”, após ter feito campanha pelo voto aberto de senadores, “vinculando maldosamente o voto fechado (em vigor no Regimento Interno do Senado há quase 50 anos) ao senador denunciante”.

A representação é dirigida à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que também preside o CNMP.

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