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24 de outubro de 2019, 14h16

Repórter da Folha que revelou fábrica de fake news de Bolsonaro se revolta com TSE: “Escárnio”

Jornalista criticou a decisão do TSE em solicitar às operadoras de telefonia as linhas dos sócios das empresas envolvidas no esquema

Patricia Campos Mello (Foto: Reprodução)

A jornalista Patrícia Campos Mello, responsável pelas reportagens da Folha de S.Paulo que revelaram a indústria de fake news do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para atacar seus adversários no período eleitoral, criticou nesta quarta-feira (23) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de pedir às operadoras de telefonia as linhas dos sócios das empresas envolvidas no esquema.

“Isto aqui é um escárnio. As nossas matérias mostram com fotos que as agências compravam centenas de chips e registravam com CPFs de terceiros, ilegalmente, para fazer os disparos de WhatsApp. O que adianta o TSE pedir às operadoras as linhas dos sócios?”, escreveu a jornalista no Twitter.

Patrícia então compartilha uma imagem que mostra uma caixa cheia de chips de celular. “Olha só, TSE, como eram feitos os disparos em massa. De que adianta pedir pra operadoras as linhas das agências e donos?”, continuou. “Que tal pedir para o WhatsApp as linhas que foram bloqueadas? Ai, com metadados ou IP, dá pra chegar a quem enviou”, aconselhou.

As críticas de Patrícia partem da noção de que os donos das agências contratadas durante a campanha eleitoral de 2018 para disparar fake news em massa pelo WhatsApp não utilizariam a linha do próprio celular para realizar disparo ilegal.


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