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13 de março de 2019, 20h45

Representação feminina no governo do Brasil está entre as piores do mundo

No ranking de representatividade feminina no governo de Jair Bolsonaro, o Brasil ocupa apenas a posição 149 em um total de 188 países

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil possui um dos governos com menor participação de mulheres no mundo. A conclusão é do Mapa Mulheres na Política 2019, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Interparlamentar.

No ranking de representatividade feminina no governo, o Brasil ocupa apenas a posição 149 em um total de 188 países.

Nada surpreendente para um presidente que durante cerimônia em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, declarou que seu ministério estava equilibrado. Dos 22 ministros, 20 são homens e somente duas são mulheres.

“Pela primeira vez na vida o número de ministros e ministras está equilibrado em nosso governo. Temos 22 ministérios, 20 homens e duas mulheres. Somente um pequeno detalhe: cada uma dessas mulheres que estão aqui equivale por dez homens. A garra dessas duas transmite energia para os demais”, tentou justificar.

Na mesma solenidade, chegou a mencionar passagens bíblicas, afirmando que a mulher veio da costela do homem e disse, também, que “a mulher sábia edifica o lar”.

“Não existe um homem que possa fazer uma política séria se não tiver, não ao seu lado, mas junto de si, uma mulher com os mesmos princípios. Graças a Deus eu tenho uma família consistente e nós devemos buscar isso e somente dessa maneira nós podemos construir uma grande nação”, destacou.

Apenas 9%

O governo de Bolsonaro tem somente 9% de representatividade feminina, com Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, e Tereza Cristina na pasta da Agricultura.

A média mundial é de 20,7%, que representa a maior já registrada. Na Câmara e no Senado, o Brasil tem 15% de participação feminina, com 77 deputadas para o total de 513 cadeiras, e somente 12 senadoras entre os 81 eleitos.

A presidente da União Interparlamentar e deputada mexicana Gabriela Cuevas Baron usou suas redes sociais para dizer que o relatório indica, ainda, que candidatas mulheres foram afetadas durante as eleições com declarações de sexismo e assédio sexual.

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