Roberto Jefferson se acha abandonado por Bolsonaro na prisão

Nem em pesadelo o presidente do PTB imaginou que ficaria tanto tempo encarcerado. Ele teria enviado recados ao Palácio do Planalto demonstrando sua mágoa

Preso desde o dia 13 de agosto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Roberto Jefferson (PTB) já enviou recados ao Palácio do Planalto demonstrando sua mágoa com o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a coluna Radar, da Veja, nem em pesadelo o cacique do PTB imaginou que ficaria tanto tempo encarcerado. Aliado de primeira hora de Bolsonaro, Jefferson parece abandonado na prisão, já que o presidente sequer cita o seu nome.

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Deputados pedem afastamento de Jefferson

Nem mesmo os deputados do PTB suportam mais as atitudes desequilibradas dele. Cinco parlamentares da bancada do partido protocolaram, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), um pedido de afastamento de Jefferson e de toda direção nacional.

As alegações são uso “indevido” do fundo partidário e “ofensas” ao Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o comunicado, Jefferson transformou o partido em seu “feudo pessoal” e utilizou dos canais de comunicação do PTB como “instrumento de agressão, de propagação de discurso de ódio e de ruptura ao Estado Democrático de Direito”. As informações são do Globo.

O pedido de afastamento foi assinado pelos deputados federais Nivaldo Albuquerque (PTB-AL), Pedro Geromel (PTB-CE), Wilson Santiago (PTB-PB), Emanuel Pinheiro (PTB-MT) e José Costa (PTB-PA), além do estadual Antônio Albuquerque (PTB-AL).

O ex-deputado ingressou com pedido de habeas corpus (HC), porém foi rejeitado pelo plenário da Corte. Quem está na presidência do PTB, interinamente, é Graciela Nienov, que, conforme aponta a ação, “segue a mesma linha” de Jefferson, “com conteúdo ameaçador ao STF”.

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Carolina Fortes

Repórter colaborativa no site Emerge Mag e antiga editora-assistente no site da Jovem Pan. Ex-repórter no site Elástica. Formada em jornalismo e faz a segunda graduação em Letras na Universidade de São Paulo (USP). Acredita no jornalismo como forma de impacto social e defende maior inclusão e representatividade.

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