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14 de fevereiro de 2019, 16h39

Rodrigo Maia: “A impressão que dá é que o presidente está usando o filho para pedir para o Bebianno sair”

“Ele tem que comandar a solução, e não pode, do meu ponto de vista, misturar família com isso porque acaba gerando insegurança, uma sinalização política de insegurança para todos”, acrescentou o presidente da Câmara

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

“A impressão que dá é que o presidente está usando o filho para pedir para o Bebianno sair. E ele é presidente da República, não é? Não é mais um deputado, ele não é presidente da associação dos militares”, disse Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, a respeito da nova crise no governo de Jair Bolsonaro.

Em entrevista a Andréia Sadi, para o G1, nesta quinta-feira (14), Maia declarou, ainda, que o presidente precisa “comandar a solução” para a crise política que envolve o ministro da Secretaria Geral.

Gustavo Bebianno é suspeito de ter autorizado a liberação de R$ 400 mil em recursos públicos do fundo partidário para uma candidata laranja do PSL.

Durante a semana, Bebianno e o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, protagonizaram uma polêmica nas redes sociais. Carlos, inclusive, chamou o ministro de mentiroso. Bebianno declarou que não pretende pedir demissão, mesmo depois que o presidente retuitou a mensagem do filho, dizendo que o ministro mentiu.

“Então, se ele está com algum problema, ele tem que comandar a solução, e não pode, do meu ponto de vista, misturar família com isso porque acaba gerando insegurança, uma sinalização política de insegurança para todos”, acrescentou Maia.

Risco

“Olha, eu não gosto de ficar me movendo nas relações familiares, mas eu acho que o episódio do Bebianno não tem relação com o Bebianno. O Bebianno transferiu dinheiro para o diretório (do PSL), não é? Ou para uma candidata de um estado. Qualquer presidente de partido poderia passar por isso. Você transformar isso numa crise dentro do Palácio do Planalto, eu acho que é risco muito grande para um governo que precisa analisar a liderança, unidade, porque vai ter desafios importantes começando pela Previdência”, completou.

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