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18 de julho de 2019, 12h01

Rodrigo Maia diz que não indicaria filho para ser embaixador

As críticas em torno da indicação de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para além da acusação de nepotismo, são devido à falta de experiência do deputado com diplomacia

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nessa quarta-feira (17) em entrevista à Globo News, que não indicaria um filho para ser embaixador, mas defendeu o direito do presidente Jair Bolsonaro de fazê-lo. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) deve ser o indicado para assumir a embaixada brasileira nos Estados Unidos, o que tem provocado críticas de diplomatas e políticos.

Maia defendeu que parentes podem ser indicados para cargos desde que tenham a qualificação adequada. Quando questionado se indicaria um filho seu para ser embaixador ele disse que “pessoalmente, não”.

As críticas em torno da indicação de Eduardo, para além da acusação de nepotismo, são devido à falta de experiência do deputado com diplomacia.

O presidente defende a nomeação do seu filho para o cargo na embaixada. “[Ele] ganhou notoriedade, rodou o mundo e tem amizade com a família Trump”. O próprio Eduardo disse ser qualificado por ser presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ter feito intercâmbio e fritado hambúrguer nos Estados Unidos, o que é uma notícia falsa, pois a rede de fast food que Eduardo diz ter trabalho vende frango frito.

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A indicação ainda precisa passar pela sabatina do Senado e ser aprovado pelo plenário da Casa, o que deve demorar pelo menos 45 dias, já que existe uma “fila” de indicações de embaixadores para analisa.


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