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13 de setembro de 2019, 15h46

Rui Costa é criticado por parlamentares do PT após entrevista dada à Veja

Nomes como Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta e José Guimarães foram às redes para comentar sobre as declarações polêmicas do governador da Bahia e do ex-ministro Ciro Gomes

Reprodução/Facebook

A entrevista dada pelo governador da Bahia, Rui Costa, à Revista Veja não repercutiu bem entre os parlamentares petistas. A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), o líder da bancada na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o deputado federal José Guimarães (PT-CE) foram um dos que foram às redes para criticar o que foi dito pelo governador. As duas entrevistas de Ciro Gomes, à CBN e à BBC, também foram comentadas.

O mais direto foi José Guimarães, que fez a postagem após, segundo ele, ter sido procurado por jornalistas para comentar sobre Rui e Ciro. Criticada pelo governador, que crê que o PT não pode exigir “Lula Livre” na formação de frentes, Guimarães defende a sigla dizendo que o partido está movendo esforços para unir o campo popular. Guimarães também afirma que “Lula foi, é e será sempre nossa maior liderança na condução de nosso partido” e que o ex-presidente é “preso político condenado injustamente”.

“Sobre a política de alianças, quero testemunhar o esforço que nossas bancadas da câmara e Senador fizeram e vem fazendo para unir os partidos do campo popular no enfrentamento com o governo Bolsonaro, que aliás não devemos dar nenhum crédito a um governo tirano e antidemocrático”, declarou.

Ele ainda contraria Rui Costa quando avalia que a estratégia do PT nas eleições foi correta. “Quando impediram Lula de ser candidato, foi correta a posição do PT de lançar Haddad, que aliás teve um extraordinário resultado, dando ao PT a posição de partido com maior bancada e maior número de governadores. Uma estratégia dessa não foi errada”, disse.

Paulo Pimenta, líder da bancada do PT na Câmara, disse que o PT não tem candidato à presidência, apesar de Rui se lançar para 2022. “Meu candidato a presidente é Lula. É com ele que vamos vencer as eleições e repactuar o Brasil. Não vejo outro nome melhor para unir o País em um projeto de soberania, crescimento com distribuição de renda, inclusão e democracia”, publicou.

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, não comentou diretamente as afirmações, mas reafirmou que a justiça para Lula não é uma pauta central apenas no partido. “Justiça para Lula com sua liberdade é central não só para o PT. A farsa jurídica e midiática q o prendeu está na raiz da crise nacional, da democracia e do sofrimento do povo. O Brasil não se resolve com democracia pela metade. O PT não cai nessa ilusão”, tuitou.

Gleisi ainda criticou diretamente Ciro Gomes por dizer que venceria as eleições se fosse para o segundo turno contra Bolsonaro. “Está claro porque Ciro fugiu para Paris em 2018: não aceitou o jogo democrático. Respeite ao menos o eleitor, Ciro. Foi ele quem escolheu levar Haddad, e não você, ao segundo turno”, alfinetou.

O governador da Bahia deu uma entrevista nesta sexta-feira dizendo que “Lula Livre” deve ser uma bandeira central para o PT, mas não deve aparecer como “exigência” para a formação de frentes, em referência à “Direitos Já”, e voltou a defender que o partido deveria ter apoiado Ciro Gomes em 2018. Ele  ainda minimizou Haddad como “futuro do PT” e disse que é pré-candidato à presidência. Ciro foi ainda mais polêmico e disse que não há centralidade na pauta do “Lula Livre” para a população.

 


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