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23 de julho de 2019, 10h37

Rui Costa responde a Bolsonaro: “não vou colocar PM para espancar o povo baiano”

Após frase preconceituosa contra nordestinos, Bolsonaro mandou cercar o aeroporto com tapumes para evitar protestos durante inauguração

Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista na manhã desta terça-feira (23) à Rádio Metrópole, em Salvador, o governador Rui Costa afirmou que não vai “colocar Polícia Militar para espancar o povo baiano que quer conhecer o novo aeroporto”.

“Eu não posso colocar Polícia Militar para espancar o povo baiano que quer conhecer o novo aeroporto. Então, quem é impopular e tem medo de ir para às ruas, fica em seu gabinete. Se o evento é exclusivamente federal, as forças federais cuidem da segurança do presidente. Eu não posso colocar PM para entrar em conflito com as pessoas que querem ver o aeroporto”, disse.

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O governador respondeu ao presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) que, após soltar frase preconceituosa contra nordestinos, mandou cercar a área do aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, com tapumes para que, quem estiver do lado de fora durante a sua inauguração, que acontece nesta terça-feira, não possa ver o presidente, que, assim, estará preservado das manifestações contrárias.

Bolsonaro tuitou, na manhã desta terça-feira, reclamando que o governador do estado, Rui Costa, “não autorizou a presença da Polícia Militar para a nossa segurança”.

“Estou de partida para Vitória da Conquista para inauguração de aeroporto. Lamentável a decisão do governador da Bahia que não autorizou a presença da Polícia Militar para a nossa segurança. Pior ainda, passou a responsabilidade de tal negativa ao seu Comandante Geral.”

Repúdio da Câmara

Em nota publicada nesta segunda-feira (22), a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista (BA) afirmou que não enviará representante para a inauguração do aeroporto Glauber Rocha que será realizada pelo presidente Jair Bolsonaro como uma espécie de comício pessoal, nesta terça-feira (23).

Segundo o texto publicado pela Câmara, os principais pontos que fizeram os vereadores seguirem por esse caminho foi a compreensão de que o evento “deveria ser um ato público, aberto a toda a população” e por dificuldades no credenciamento de todos os 21 vereadores do município baiano.

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“A Câmara optou por não ter um representante legal no ato de inauguração. Acreditamos que, num momento tão importante como este, para o município e região Sudoeste [da Bahia], o aeroporto Glauber Rocha deveria estar de portas abertas para receber autoridades, imprensa e, acima de tudo, a população, que tanto almejou esse equipamento”, diz trecho da nota.

 


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