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13 de setembro de 2019, 14h44

Rui Costa se lança candidato a presidente em 2022 e diz que PT deveria ter apoiado Ciro em 2018

Rui faz aceno a Ciro Gomes, evita colocar Haddad como "futuro do PT" e defende que bandeira do Lula Livre deve seguir sendo levantada pelo PT, mas não deve fazer parte de frentes amplas

Foto: Divulgação.

Enquanto o ex-ministro Fernando Haddad e o governo do Maranhão, Flávio Dino, ensaiam uma coligação para 2022, o governador da Bahia, Rui Costa, não quis ficar para trás e disse em entrevista à Revista Veja nesta sexta-feira (13) que é pré-candidato à presidência em 2022 e fez um aceno a Ciro Gomes.

Rui evitou colocar Haddad como o “futuro do PT” e se colocou à disposição para disputar as eleições de 2022. “Mais do que projetarem nomes, os partidos deveriam deixar a vaidade de lado. Se cada um quiser se colocar um degrau acima, não vamos conseguir pensar um projeto de país. Hoje, quero construir com outras lideranças essa alternativa. Mas é óbvio que, se digo que estou disposto a construir algo, então estou disposto a assumir qualquer tarefa. Na medida em que me coloco à disposição, concordo em ser qualquer coisa, inclusive não me candidatar a nada. Quero contribuir porque o povo brasileiro não merece passar por isso que está vivendo”, declarou.

Para ele, a força do PT não está em nomes, “nem no de Haddad nem no de outros”. “O PT é uma ideia de igualdade num Brasil muito desigual. É preciso trabalhar melhor essa ideia para reconstruir o partido, abordando temas a que o PT sempre se mostrou reticente, como a questão da segurança pública. Não pode ter tabu com isso, senão uma parcela considerável da população não nos enxergará como alternativa”, disse.

Ao comentar sobre a formação de uma frente, Rui disse que o PT deve manter a bandeira do Lula Livre, mas ela não deve ser uma “condição”. “O PT não deve nem pode abrir mão dessa bandeira. Hoje mais do que nunca está claro que Lula não teve direito a um julgamento justo. A condenação no caso do tríplex é uma aberração gigantesca”, declarou.

Os comentários de Rui vão em um rumo parecido com o do ex-ministro Ciro Gomes, candidato à presidência pelo PDT em 2018. O governador, inclusive, voltou a criticar o PT por não ter aderido ao pedetista. “O certo era ter apoiado o Ciro Gomes lá atrás. Essa não é uma opinião que dou com a partida já encerrada. Eu e o ex-governador Jaques Wagner defendemos naquele momento a ideia de que o PT deveria ter um candidato de fora do partido caso houvesse o impedimento do ex-presidente Lula. Nenhuma outra liderança teria condições de superar o antipetismo ou disputar a Presidência em pé de igualdade naquele cenário”, declarou.

O governador ainda comentou sobre a legalização da maconha, dizendo que pode ajudar na questão da segurança pública, e disse que é preciso fazer críticas à Venezuela, mas evita considerar o governo de Nicolás Maduro como uma ditadura.


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