sexta-feira, 25 set 2020
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Sabrina Fernandes alerta sobre feminismo liberal e explica porque Tabata Amaral pode e deve ser criticada

A socióloga, professora, ativista e youtuber brasileira, Sabrina Fernandes, conhecida pelo seu canal chamado Tese Onze, fez, através de sua conta no Twitter, nesta sexta-feira (12), alerta sobre o feminismo liberal. Para ela, mulher que defende interesses burgueses, assim como a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), que votou a favor da reforma da Previdência, deve sim ser criticada.

Vejam abaixo a sequência de mensagens de Sabrina no Twitter:

1. O feminismo liberal tem vários problemas (vejam na discussão no vídeo que gravei com a Cinzia Arruzza). Um deles é que negligencia as posições de poder que mulheres podem ocupar e defender na sociedade.

2. Assim, TODA e qualquer crítica a uma mulher que defende a Reforma da Previdência é tratada como machismo. Isso é preguiça, desonestidade intelectual e perigoso. Preguiça porque não trata do conteúdo. Desonestidade porque usa algo importante pra esconder algo espúrio.

3. É perigoso porque despolitiza sobre machismo. Jogar no mesmo bolo críticas politizadas atrapalha a identificar quando a mulher realmente não é criticada, mas atacada de forma misógina. E esconde o machismo de certas defesas tipo “mas ela é inocente” ou “ela é jovem ainda”.

4. Estou falando isso porque tem gente bem-intencionada caindo no conto de que não pode criticar a deputada Tabata Amaral por suas posições (pós-política), especialmente agora com a Reforma. Então coisas pra ficarem alertas:

5. A deputada é inteligente e capacitada. Sabe bem o que faz. Passar pano no sentido de “ah é jovem” é paternalismo que isenta de responsabilidade. Trate mulheres de acordo como elas se apresentam. E critique nisso. Ela sofre machismo também e isso não deve ser tolerado.

6. Mas por que o foco nela quando outros homens do partido dela fizeram a mesma coisa? Porque foi sua voz que foi tratada precipitadamente como a nova voz da esquerda. E fez se necessário corrigir esse equívoco. Pós-política não é esquerda, apesar de enganar a muitos.

7. Também porque ela faz parte diretamente de uma defesa de projeto liberal já organizada desde antes sua entrada no partido. Esses think tanks/fundações de “renovação política” precisam ser denunciados.

8. Dentre as pessoas eleitas do mesmo grupo, Joênia Wapichana (REDE) não aceitou a reforma. Já Tabata Amaral (PDT) defendeu e foi além. Ou vocês não viram que ela foi contra o destaque do PSOL que preservava abono salarial pra quem ganha até 2 salários? Combater desigualdade, é?

9. Então não caiam em malabarismos! Vamos criticar mulher que defende interesses burgueses sim! Não vamos tolerar que seja atacada de forma machista, mas a crítica deve ser certeira sempre! (Ah, e insinuar que mulher que critica mulher é por inveja cheira a machismo também viu).

 

 

Redação
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