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25 de dezembro de 2019, 17h52

“Sadismo”: Jaques Wagner critica cassação de aposentadoria do ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli

Gabrielli foi secretário do Planejamento da Bahia durante o segundo governo do petista

Posse de Sérgio Gabrielli como Secretário de Planejamento da Bahia, ao lado do então governador Jaques Wagner | Foto: Manu Dias/SECOM Bahia

O senador Jaques Wagner (PT-BA) usou as redes sociais na tarde desta quarta-feira (25) para criticar a decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) do governo Bolsonaro de suspender a aposentadoria do ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli. Gabrielli recebia o benefício por ter atuado por mais de 36 anos na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

“Manifesto profundo repúdio ao ato de cassação da aposentadoria de José Sergio Gabrielli, fruto de 36 anos de relevantes serviços prestados à UFBA. A publicação do ato, ocorrida no período natalino, beira ao sadismo e à crueldade, revelando o real caráter persecutório da medida”, declarou o parlamentar. Gabrielli foi secretário de Planejamento na segunda gestão de Wagner como governador da Bahia.

Jaques Wagner ainda alertou que não há nenhuma condenação contra o economista, que foi privado de sua única fonte de renda. “Apesar de não existir nenhuma condenação na esfera civel, criminal ou administrativa contra Gabrielli, priva-o de sua única fonte de renda. Assim, externo minha total solidariedade ao companheiro Gabrielli, mais uma vítima dos tempos sombrios que pairam sobre todos nós”, disse ainda.

Mais cedo, Gabrielli considerou a ação uma “condenação à morte econômica”, destacando que aposentadoria não tem nada a ver com as funções desempenhadas na estatal, mas com o trabalho de mais de 36 anos na Universidade Federal da Bahia (UFBA). “A minha aposentadoria da UFBa é minha ÚNICA fonte de renda e portanto está absurda decisão da CGU é a condenação à morte econômica. Vou lutar até o limite pelos meus direitos”, disse.

Diário Oficial

A determinação sobre a cassação da aposentadoria de Gabrielli foi publicada no Diário Oficial da União de terça (24). Conforme o texto, a CGU, com base em parecer de 6 de dezembro, entendeu que o ex-presidente da estatal “cometeu infrações disciplinares à frente do cargo”.

O economista comandou a estatal entre 2005 e 2012, durante as gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Ele é investigado pelo Tribunal de Contas da União em processo que apura superfaturamento de obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.


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