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18 de dezembro de 2019, 09h55

Saiba quem são os parentes de Bolsonaro investigados por corrupção no gabinete de Flávio

Entre os funcionários fantasmas nomeados na Alerj, estão irmãos, pais, tios e primos de Ana Cristina, ex-esposa do presidente

Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Advogada, ex-candidata a deputada federal pelo Podemos e mãe de Jair Renan Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle possui um vasto histórico de nomeações de familiares no gabinete do ex-marido e ex-deputado federal, Jair Bolsonaro, assim como no do ex-deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Nesta quarta-feira (18), familiares de Ana Cristina viraram alvo de busca e apreensão pelo Ministério Público após denúncias de práticas de corrupção no gabinete do filho do presidente.

As nomeações dos parentes começaram assim que Bolsonaro passou a viver com Ana Cristina, em 1998. Na época, os pais dela se tornaram assessores do então deputado federal na Câmara e, depois disso, vieram diversos outros parentes para ocupar cargos públicos no gabinete de Flávio, sempre recebendo salários acima de R$ 4 mil. Segundo relatos de pessoas próximas da família, os parentes de Ana Cristina nunca fizeram o trabalho de assessoria parlamentar. O que ocorria, na verdade, eram práticas de “rachadinha”, sendo que familiares chegavam a devolver 90% do que recebiam.

Entre os nomeados no gabinete da Alerj, estavam irmãos, pais, tios e primos de Ana Cristina. A maioria deles vivem em Resende, no sul do Rio de Janeiro, e tiveram os sigilos fiscal e bancário quebrados com autorização judicial.

Os nove
São alvo de busca e apreensão pelo menos nove parentes de Ana Cristina: José Procópio Valle, ex-sogro de Bolsonaro, Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro, além dos primos Francisco Diniz, Daniela Gomes, Juliana Vargas e os tios Guilherme dos Santos Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz.
– José Procópio Valle, ex-sogro de Bolsonaro
Vendedor aposentado, José Cândido Procópio da Silva Valle, de 76 anos, é pai de Ana Cristina. Ele foi nomeado no gabinete de Flávio em 2003, onde recebia um salário bruto de R$ 6.322,28. Ele foi exonerado em 2008 e, durante todo o período, segundo reportagem do O Globo, nunca teve crachá da Alerj.
– Andrea Valle, irmã de Ana Cristina e fisiculturista 
Irmã da ex-mulher de Bolsonaro, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, de 47 anos, foi nomeada para o cargo em 2008. Assim como José Cândido, por nove anos ela nunca teve identificação funcional. Apenas em 2017 foi pedido um crachá da Alerj em seu nome. Tinha salário bruto de R$ 7.326,64, além de receber auxílio educação de R$ 1.193,36.
– Francisco Diniz, veterinário
O veterinário Francisco Siqueira Guimarães Diniz é primo da ex-mulher de Bolsonaro e foi nomeado  no gabinete de Flávio quando tinha 21 anos, em 2003. Em 2005, começou a cursar a faculdade de Medicina Veterinária em Barra Mansa. Funcionário fantasma por 14 anos, nunca teve crachá na Alerj.
– Maria José, professora de Resende
A professora aposentada Maria José Siqueira e Silva, de 77 anos, também nunca teve crachá funcional da Alerj. Atuou no gabinete de Flávio de outubro de 2003 até maio de 2012. Ela é tia de Ana Cristina e chegou a receber um salário bruto de R$ 4.400,06.
– Marina Siqueira Guimarães, tia de Ana Cristina
Marina recebia o salário de R$ 5,9 mil no gabinete do deputado.
– Ana Maria Hudson e Guilherme Henrique dos Santos Hudson, tios de Ana Cristina
Ambos recebiam salário bruto de R$ 9,8 mil cada enquanto trabalhavam para Flávio Bolsonaro na Alerj.
– Francisco Diniz, Juliana Vargas e Daniela Gomes, primos de Ana Cristina
Juliana e Francisco recebiam R$ 7,3 mil no gabinete. Já Daniela recebia R$ 6,4 mil e atuou com Flávio Bolsonaro entre 2004 e 2011.

Fabrício Queiroz

Marcia Aguiar e Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, esposa e enteada de Fabrício Queiroz, também são investigadas pelo Ministério Público por suspeita de corrupção no gabinete do filho do presidente. Ex-assessor de Flávio, Queiroz foi citado pelo Coaf em julho do ano passado por movimentações financeiras suspeitas de R$ 1,2 milhão e também teve os sigilos fiscal e bancário quabrados.

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