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29 de março de 2019, 11h11

Salário mínimo não deve ter aumento real no primeiro ano do governo Bolsonaro

Equipe econômica, chefiada pelo ministro Paulo Guedes, prevê apenas a correção da inflação. Em evento com empresários em São Paulo, general Mourão já havia criticado o reajuste do salário mínimo acima da inflação. Ele classificou a política como uma "vaca sagrada" que precisa mudar

General Mourão e capitão Bolsonaro (Divulgação/PR)

Reportagem de Antônio Temóteo, no Portal UOL nesta sexta-feira (29), informa que o governo deve congelar o valor do salário mínimo para o ano que vem. Atualmente, ele é de R$ 998,00. Na primeira proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) elaborada pela equipe econômica de Jair Bolsonaro, não há previsão de aumento real, mas apenas da correção da inflação.

Interlocutores do ministro Paulo Guedes apontam que qualquer avanço para além disso só deve ser discutido se for aprovada a Reforma da Previdência.

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Em evento em São Paulo na última terça-feira (26), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) já havia criticado o reajuste do salário mínimo acima da inflação. Ele classificou a política como uma “vaca sagrada” que precisa mudar.

A decisão final sobre o assunto, contudo, caberá ao presidente Jair Bolsonaro, disseram interlocutores de Paulo Guedes ao UOL.

O projeto da LDO deve chegar ao Congresso até o dia 15 de abril. É necessário que o texto preveja a política para o mínimo, pois seu valor serve como base para o pagamento de benefícios assistenciais, previdenciários e trabalhistas.

A equipe de Bolsonaro foi orientada pela de Michel Temer (MDB) a rever os critérios para reajustes no piso salarial, a partir da ideia de que seu aumento real “pressiona a inflação e contribui para o baixo nível de produtividade da economia”.

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