Entrevista exclusiva com Lula
23 de outubro de 2019, 11h47

Salles bloqueia Greenpeace após prisão de ativistas

"Do que você tem medo, Salles?", provocou o grupo ambientalista no Twitter. O ministro ainda disparou fake news sobre a ONG e chamou ativistas de "ecoterroristas"

Reprodução/Greenpeace

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, incomodado com as manifestações e provocações do Greenpeace dos últimos dias, resolveu bloquear o grupo ambientalista nas redes sociais. A ONG organizou um ato nesta quarta-feira (23) em frente ao Palácio do Planalto para denunciar o desprezo do governo com relação ao derramamento de óleo nas praias do Nordeste brasileiro, o que desagradou Salles e resultou na prisão dos ativistas.

O ministro do meio ambiente, insatisfeito com nossos questionamentos e cobranças para que ele faça o seu trabalho, resolveu nos bloquear aqui no Twitter também. Do que você tem medo, Salles?”, escreveu o grupo no Twitter. A prática de políticos bloquearem instituições, jornalistas e demais perfis contrários a suas ideologias tem sido algo comum no governo de Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, é obrigação de seus cargos prestar esclarecimentos e ouvir opiniões.

Pouco tempo depois de bloquear o Greenpeace, Salles provocou mais uma vez a instituição, disparando fake news.

Não bastasse não ajudar na limpeza do petróleo venezuelano nas praias do Nordeste, os ecoterroristas ainda depredam patrimônio público”, disse o ministro. No ato desta quarta, ativistas derrubaram tinta preta na calçada em frente ao Palácio, simbolizando o óleo derramado nas praias. O objetivo foi denunciar o imobilismo do governo diante de fatos tão graves.

No entanto, de acordo com a ONG, o óleo utilizado na atividade é feito de maisena, água, óleo de amêndoas e corante líquido preto. Portanto, não é tóxico nem permanente e pode ser limpo com água e sabão. “Nos comprometemos a limpar a frente do Palácio do Planalto se o governo apresentar ações efetivas e transparentes para remover as manchas de óleo”, escreveu o grupo nas redes sociais.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) saiu em defesa do ministro e criticou a manifestação da ONG. “Isso é um escárnio. Se gastassem dinheiro e energia para fazer o certo estaríamos melhores. Mas não, tem que usar a pauta ambiental para fazer política“, escreveu o filho do presidente, aparentando desconhecer os objetivos de uma manifestação.

Confira os tuítes:

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