Fórum Educação
06 de fevereiro de 2020, 18h47

São Paulo teria que pagar R$ 6 mil aos professores como o Maranhão, diz Jilmar Tatto

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o ex-deputado federal defende plebiscito para a tarifa zero e o aumento do piso para os docentes da rede municipal

Atual secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto colocou seu nome à disposição do partido para a disputa municipal em São Paulo. Ex-deputado federal, Tatto participou das gestões petistas de Marta Suplicy e de Fernando Haddad, como secretário de Transportes. Sua dissertação de mestrado foi na área de mobilidade urbana na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP).

“Defendo a tarifa zero, assim como educação e saúde, transporte tem que ser universal, público e gratuito”, disse ele em entrevista à Fórum. No entanto, Tatto alerta que não seria demagogo de propor o passe livre sem debater de onde buscar os recursos. Ele aponta caminhos nesse sentido que permitiriam a medida. As verbas poderiam vir das taxas dos aplicativos, do vale-transporte, que poderia ser universal sobre todos os funcionários das empresas, da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) e de subsídios. “Por que não podemos de forma progressiva garantir transporte aos finais de semana? Voltar o passe livre para os estudantes em todos os dias da semana?”, questiona.

Tatto também pergunta como uma cidade com a riqueza de São Paulo não consegue pagar um piso maior aos professores como anunciou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O comunista elevou o piso para R$6,3 mil. “Por que o Maranhão consegue pagar mais de 6 mil aos professores e São Paulo não?” O pré-candidato propõe ainda medidas como taxar os bilionários da cidade e imposto progressivo.

Sobre o desafio do PT vencer uma eleição na cidade, Tatto acredita que a legenda tem muita força na capital e principalmente capilaridade nas periferias. “O PT já elegeu três prefeitos, e em 2016 elegemos nove vereadores.” Neste ano, ele vê mais espaço para uma candidatura de esquerda crescer. “O desgaste do governo Doria/Bruno Covas é muito grande. Tiraram o Leve Leite, hoje nos postos não têm médico, diminuíram o Bilhete Único, a cidade está abandonada. Maquiaram os dados relacionados à população de rua. O desemprego bate mais forte na cidade de São Paulo.”

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