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18 de julho de 2018, 11h09

“Se empresas pagam salários distintos para homens e mulheres, Estado não deve interferir”, diz João Amoêdo

Em entrevista ao El País, pré-candidato à presidência pelo Novo se mostra contrário às leis e políticas específicas direcionadas a mulheres, negros e população LGBT

Foto: Divulgação/João Amoêdo

João Amoêdo, pré-candidato à presidência da República pelo Novo, concedeu entrevista ao El País, na qual diz que “se as empresas estão pagando salários diferentes para homens e mulheres, não cabe ao Estado interferir nisso. Algum motivo deve ter, cabe entender essa dinâmica. Mas o risco de aprovar uma lei que determina salários iguais é que algumas mulheres acabem desempregadas”, diz.

Embora diga que é favorável à união homoafetiva, Amoêdo afirma que não gosta de “fazer nada específico (em termos de políticas públicas, leis), porque você começa a segmentar a nossa sociedade. E tudo que a gente deve evitar, no meu entendimento, é a segmentação da sociedade. Se uma mulher foi agredida na rua, ela tem que ter o mesmo direito do homem que foi agredido. Não cabe ao Estado separar a sociedade em grupos pelas preferências sexuais, cor da pele”.

Em relação à segurança, ele defende a liberação do porte de arma, medida que vai contra o Estatuto do Desarmamento. “Lá atrás o Estatuto foi alvo de um referendo e a grande maioria da população votou contra. Entendemos que as pessoas têm o direito de legítima defesa. Acho que isso vale muito para propriedades rurais, onde as pessoas estão longe de postos policiais. Eu não pretendo portar uma arma, mas acho que as pessoas deveriam ter liberdade para isso. Agora, obviamente, se o sujeito pegou uma arma, discutiu no sinal e deu um tiro em alguém, ele tem que ir preso durante 30 ou 40 anos. Se a gente tiver isso funcionando, ninguém vai usar a arma de forma tão leviana. Se armamos a pessoa e continuarmos a ser um país da impunidade, seria muito ruim. Quando vemos os dados, há países como arma liberada e com índices muitos baixos. A Suíça, por exemplo. Então, tem estudos para os dois lados. Mas o principal é: o problema não é a arma, mas sim o cidadão”, destaca.

Acompanhe a íntegra da entrevista ao El País


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