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15 de janeiro de 2020, 21h24

“Se o Haddad topar, tá resolvido”, diz presidente do PT paulista sobre candidatura na capital

Para Luiz Marinho, que confirmou que será candidato a prefeito em São Bernardo do Campo, a candidatura ideal do PT na capital paulista é a de Fernando Haddad; presidente do diretório estadual ainda descartou uma volta de Marta Suplicy para o PT, mas enfatizou que seu apoio é bem-vindo

Foto: Ricardo Stuckert

Apesar de o PT já contar com nomes que se colocaram à disposição para disputar prévias para a candidatura do partido na eleição municipal de São Paulo neste ano, o presidente estadual da sigla, Luiz Marinho, acredita que o candidato ideal na capital paulista é Fernando Haddad.

“O ideal é a candidatura do Haddad. O Haddad candidato teria mais facilidade de conversarmos com PSOL, PCdoB e outros partidos”, disse Marinho em entrevista à Fórum veiculada ao vivo pelo YouTube nesta quarta-feira (15) [assista à íntegra ao final desta matéria].

Para o petista, que já foi ministro da Previdência Social e prefeito de São Bernardo do Campo, há uma questão política em debate de que Haddad teria uma “tarefa nacional de viajar o Brasil disputando a liberdade plena do ex-presidente Lula”, mas destacou o fato de que se o ex-prefeito topar, o debate sobre as candidaturas na capital “está resolvido” – isto é, Haddad seria o candidato.

De acordo com Marinho, nomes como Alexandre Padilha, Jilmar Tatto, Eduardo Suplicy, Paulo Teixeira e outros que já anunciaram pré-candidatura pelo partido entrariam em um consenso em torno de Haddad caso o ex-ministro da Educação decida, de fato, se candidatar.

“Se o Haddad topasse, conversando com Lula e topasse, tá resolvido. Se ele falar hoje que repensou, que topa, porque ele tem suas particularidades, tem toda essa questão politica do debate nacional, tá resolvido. Na minha avaliação o mais correto seria o Haddad ser candidato”, pontuou.

Além do consenso que espera em torno de Haddad caso ele decida concorrer, Marinho diz não ter certeza de que haverá prévias no PT para a candidatura da capital.  “Não tenho certeza que chegaremos às prévias, vamos trabalhar um processo de construção de entendimento para tirar nossa candidatura (…) Vamos fazer um debate de acúmulo com esses companheiros que estão à disposição, e vamos disputar. O PT tem eleitorado em São Paulo, é plenamente possível estar no segundo turno, representando a esquerda”, declarou.

Marta Suplicy 

Sobre uma possível volta de Marta Suplicy (sem partido) ao PT, possibilidade que começou a ser aventada depois que Lula passou a elogiar a ex-prefeita, mesmo após a postura de Marta durante o processo de impeachment da ex-presidenta Dilma, Marinho foi direto: “Não está colocado um retorno de Marta ao partido”.

O presidente do PT paulista, no entanto, afirmou que um apoio de Marta à candidatura do PT na capital será bem-vindo. “Evidentemente queremos a Marta conosco nesse processo’, disse Marinho, que também teceu elogios à ex-prefeita.

São Bernardo e outras cidades 

Na mesma entrevista, Luiz Marinho confirmou que será o candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo, cidade que já governou entre 2009 e 2012. “Sou candidato, sim. A população me chama e atenderei ao chamado”, declarou.

Otimista, o petista ainda disparou: “Serei prefeito de São Bernardo a partir de 1º de janeiro do ano que vem”.

De acordo com Marinho, o otimismo que há com relação a São Bernardo do Campo se repete em diversas outras cidades em que o PT perdeu o comando nos últimos anos. Segundo o petista, o partido trabalha com a possibilidade de vitória em aproximadamente 30 cidades do estado – atualmente o PT governa apenas 8.

“Será um processo de retomada do PT paulista”, cravou.

Para o ex-prefeito, as três cidades em que há mais chances de vitória do PT são Mauá, São Bernardo e Diadema. Isso sem falar de cidades como Araraquara, cujo atual prefeito, Edinho Silva, é petista, e Guarulhos, onde Marinho enxerga grandes chances de segundo turno com uma chapa única: Eloy Pietá e Alencar Santana Braga.

O petista destacou ainda que, em cidades onde o PT não tiver candidaturas fortes, apoiará outros partidos, tal como se aventa em outras cidades do país como no Rio de Janeiro, com um suposto apoio a Marcelo Freixo (PSOL), e em Porto Alegre, com Manuela D’Ávila (PCdoB). No estado de São Paulo esse apoio poderá, segundo ele, se concretizar com o candidato do PSOL de Sorocaba.

Na mesma entrevista, Marinho falou também sobre a volta das filas no INSS e o desmonte da Previdência. Assista à íntegra abaixo.

 


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