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23 de janeiro de 2020, 14h01

Secom, de Fabio Wajngarten, diz que editorial do New York Times é “fake news”

Envolto em suspeitas de corrupção na Secom, Wajngarten desenvolveu nova estratégia para atacar a mídia, comentando inclusive o tuíte do jornal The New York compartilhando o editorial sobre a denúncia contra Glenn Greenwald

Fabio Wajngarten e Bolsonaro (Reprodução/Youtube)

Envolto a um escândalo de corrupção, com recebimento de dinheiro de empresas que recebem verbas do governo federal, o secretário especial de comunicação, Fabio Wajngarten quer mostrar serviço a Jair Bolsonaro e criou uma estratégia de rebater notícias e artigos divulgados na mídia nacional e internacional contra o chefe.

Nesta quarta-feira (22), o perfil da Secom no Twitter foi até à publicação do editorial do jornal The New York Times, que fala da perseguição do governo Bolsonaro ao jornalista Gleen Greenwald – que resultou na denúncia do procurador Wellingont Oliveira contra o jornalista -, para dizer que o texto trata-se de uma fake news.

“É uma grande mentira atribuir ao Governo Federal qualquer influência nos procedimentos do Ministério Público Federal. Também mostra desrespeito às instituições públicas brasileiras. Fonte: Presidência do Brasil”, tuitou a Secom em inlgês na publicação do NYT.

O perfil da secretaria ainda fez questão de explicar ao jornal estadunidense que a acusação contra “o jornalista americano Glenn Greenwald se deve ao seu envolvimento com hackers que atacaram celulares de autoridades brasileiras”.

Editorial
No editorial publicado nesta terça-feira (21), o jornal diz que a denúncia contra lenn Greenwald pelo Ministério Público Federal (MPF) é um grave ataque à liberdade de imprensa e ao Estado democrático de Direito no Brasil. Para o jornal, acusações contra o editor do Intercept é um “sério desserviço” e uma “ameaça perigosa”.

O texto diz ainda que o jornalista cumpriu com seu papel ao revelar “uma verdade dolorosa sobre os que estão no poder”, especialmente através das reportagens da Vaza Jato, que revelaram o conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato.

“Furar a imagem heroica de Moro foi obviamente um choque para os brasileiros e prejudicial para Bolsonaro, mas exigir que os defensores da lei sejam escrupulosos em sua adesão a ela é algo essencial para a democracia. Atacar os portadores dessa mensagem é um desserviço sério e uma ameaça perigosa ao Estado de Direito”, afirma o editorial.

Em outros trechos, o NYT compara os ataques à imprensa no Brasil com o que ocorre nos Estados Unidos de Donald Trump. “Infelizmente, atacar uma imprensa livre e crítica se tornou uma pedra angular da nova geração de líderes liberais no Brasil, como nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo”, opina.

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