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26 de fevereiro de 2020, 18h25

Secretário de Guedes participa de grupo que organiza atos contra o STF e o Congresso

Carlos da Costa, integrante do governo, está em um grupo de Whatsapp que conta com empresários e blogueiros bolsonaristas onde articulam os atos em apoio a Bolsonaro e contra as instituições; investidor anunciou que financiará manifestações

O secretário Carlos da Costa (Divulgação)

Reportagem da jornalista Vera Magalhães publicada no BR Político, nesta quarta-feira (26), aponta que o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, faz parte de um grupo de WhatsApp chamado “Mkt Bolsonaro” onde estão sendo articulados os atos em apoio ao governo e contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na terça-feira (25), uma reportagem também de Vera Magalhães mostrou que o próprio presidente Jair Bolsonaro enviou vídeos, através de seu WhatsApp pessoal, convocando apoiadores para o ato que atenta contra as instituições.

No grupo “Mkt Bolsonaro”, estão presentes, além de Carlos da Costa, blogueiros bolsonaristas, comentaristas políticos, empresários e investidores. Um desses investidores é Otavio Fakhoury, financiador do site Crítica Nacional. Em conversa com integrantes do grupo no último dia 21, Fakhoury anunciou que financiaria os atos pró-Bolsonaro e contra o Congresso e o STF.

Em uma discussão com um membro do “Vem Pra Rua”, o investidor disse que vai ajudar a “pagar o máximo de caminhões que puder”. “Não vou deixar esses canalhas derrubarem esse governo”, completou, em referência aos parlamentares do Congresso Nacional.

Nas mensagens, Fakhoury ainda reclama das críticas que chamam os atos contra as instituições de “autoritários” e diz que tem “informações de lá de BSB (Brasília)”, ao justificar a motivação das manifestações que estão sendo marcadas para março.

Procurado pela jornalista Vera Magalhães, o investidor confirmou a autenticidade das mensagens e sua intenção de financiar os atos pró-governo. Sobre as “informações de Brasília”, ele disse que são de pessoas que moram lá, e não de fontes do governo. Essas informações, segundo ele, são de que o “centrão” do Congresso estaria articulando um “golpe” para instaurar um “parlamentarismo branco” no Brasil em detrimento de Bolsonaro.

O secretário do Ministério da Economia, Carlos da Costa, por sua vez, não respondeu aos questionamentos da jornalista sobre sua participação no grupo de claro viés político.


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