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27 de março de 2019, 16h38

Sem apresentar dados, ministro da Educação defende militarização das escolas

Vélez sequer conseguiu responder a questionamentos dos parlamentares da Comissão de Educação da Câmara sobre a proposta

Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez - Foto: Agência Brasil

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, defendeu, nesta quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados, a presença de policiais em unidades de ensino da rede pública. À Comissão de Educação da Casa, ele falou sobre suposta melhoria na segurança a partir no modelo de escolas cívico-militares, mas não conseguiu apontar qualquer dado concreto que justifique a posição.

A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) solicitou que o titular do MEC apresentasse estatísticas sobre os impactos de projetos semelhantes em outros países, mas Vélez informou que não possui esse tipo de dado.

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Para sustentar o modelo – que, segundo ele, pode ser cofinanciado junto aos municípios por recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) –, o ministro afirmou que a presença de agentes de segurança do estado na gestão das unidades já afastaria traficantes das escolas.

Armas?

Vélez só explicitou que não defendia a entrada de armas de fogo ao ser pressionado pelo deputado Aliel Machado (PSB-PR), responsável pelo requerimento que o levou a dialogar com o colegiado.

Ainda assim, a posição do ministro gerou reações, como a do Professor Israel Batista (PV-DF): “Eu troco um policial pela psicopedagogia”, pontuou.

O parlamentou empregou a frase ao rebater a tese corroborada por Vélez Rodriguez de que a presença de agentes de segurança evitaria o massacre ocorrido, neste mês, em uma escola estadual de Suzano (SP).

O ministro, aliás, disse que não obteve respostas da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo sobre sua proposta de implantar o modelo cívico-militar na unidade.

 

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