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28 de março de 2019, 07h59

Sem provas de corrupção, Dodge pede que inquérito contra Zé e Zeca Dirceu vá para a Justiça Eleitoral

STF analisará parecer da procuradora-geral, que segue entendimento da própria Corte sobre casos com indícios de delitos eleitorais

Foto: Agência Brasil

Reportagem de André de Souza, na edição desta quinta-feira (28) do jornal O Globo, informa que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não encontrou provas de crime de corrupção em inquérito que investiga o ex-ministro José Dirceu e o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) a partir de delação da Odebrecht.

Em parecer entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), ela pede que o caso seja encaminhado à Justiça Eleitoral para apuração de eventual Caixa 2, com base no entendimento da própria Suprema Corte de que essa é a instância adequada para apuração de indícios de delito eleitoral.

A decisão de acatar ou não o pedido do Ministério Público será do ministro Edson Fachin, que relata os processos da Lava-Jato no Supremo.

“Da análise dos autos, observa-se que, embora não se possa descartar que as doações apuradas visaram a uma contrapartida, até o momento não surgiram elementos probatórios para apontar neste sentido”, avaliou Dodge.

O processo se encontra no STF em razão do foro privilegiado do deputado Zeca Dirceu.

A suspeita em investigação é de que o parlamentar teria recebido da Odebrecht o total de R$ 500 mil para as suas campanhas de 2010 e 2014, a pedido do pai dirigido a Fernando Reis, um dos delatores da empresa.

O inquérito no STF foi instaurado  em 2017, a pedido do então procurador-geral Ricardo Janot.

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