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21 de junho de 2019, 18h46

Senador pró-armas que fez pergunta a Moro sobre Laura Tessler é o novo alvo de bolsonaristas

Nelson Trad (PSD-MS) votou a favor do decreto de armas, mas, por pergunta feita a Moro, virou "agente de Glenn Greenwald".

Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Nelson Trad Filho (PSD-GO), ou Nelsinho Trad, um dos poucos favoráveis ao decreto de armas de Bolsonaro, virou o novo alvo da bolha bolsonarista devido a pergunta feita ao ex-juiz federal Sérgio Moro sobre a Vaza Jato. Com as revelações de Reinaldo Azevedo, a resposta ao questionamento de Trad revelou certa incoerência do ex-juiz.

A pergunta feita pelo parlamentar abordou o comentário feito por Moro em conversa com o procurador Deltan Dallagnol acerca da atuação da também procuradora Laura Tessler. Em resposta, o ex-juiz comentou que foi apenas uma sugestão para que fosse feito um treinamento e afirmou que Tessler continuou seus trabalhos normalmente. No entanto, como pontuou o jornalista Reinaldo Azevedo, da BandNews, a orientação de Moro à Dallagnol fez com que Tessler fosse excluída de novas audiências do caso Lula.

Nelson Trad (PSD-GO), autor do questionamento, foi apontado por bolsonaristas em sites de noticias suspeitos e nas redes sociais como se estivesse “a serviço de Glenn Greenwald” em um “estratégia” para atacar Moro e a Lava Jato. Trad, na fala, destacou ser favorável à Operação e ao ex-juiz Sérgio Moro e ainda reproduziu a narrativa do MPF sobre a necessidade de combater hackers.

Cabe destacar que Trad foi um dos poucos senadores que esteve ao lado do governo na votação sobre o decreto de armas no Senado, em que Bolsonaro amargou uma ampla derrota.

Trad ainda não comentou sobre o caso após o vazamento divulgado pelo colunista da BandNews e do UOL. Por conta da resposta dada a Trad, o PT acusou Moro de crime de falso testemunho e pediu ações legais contra o ex-juiz.

“Senador, pelo teor das mensagens, se elas forem autênticas, não tem nada de anormal nessas comunicações. O exemplo que Vossa Excelência colocou é o claro exemplo de um factoide. Eu não me recordo especificamente dessa mensagem, mas o que consta no caso divulgado pelo site é uma referência de que determinado procurador da República não tinha o desempenho muito bom em audiência e para dar uns conselhos para melhorar. Em nenhum momento no texto, há alguma solicitação de substituição daquela pessoa. Tanto que essa pessoa continua e continuou realizando audiências e atos processuais, até hoje, dentro da operação Lava-Jato”, disse o ministro da Justiça em resposta a Trad.


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