Senadores planejam “sentar em cima” da indicação de André Mendonça ao STF

Indicação de ministro “terrivelmente evangélico” por Bolsonaro deverá ser protelada até 2022

Tanto senadores de oposição quanto alguns próximos ao governo pretendem ignorar a indicação do advogado-geral da União André Mendonça pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) para a vaga de Marco Aurélio Mello no STF (Supremo Tribunal Federal).

A estratégia, segundo a coluna de Mônica Bergamo é simples: “sentar em cima” da escolha, sob o argumento de que o Senado tem outras prioridades para debater.

Com a atitude, os senadores não votam contra o indicado e, portanto, deixam de se indispor com parte do universo religioso, a quem Bolsonaro pretende atender escolhendo um nome “terrivelmente evangélico”, como Mendonça, para o cargo.

Mas barram, na prática, a indicação do presidente.

A rejeição do nome também impede que Bolsonaro indique outro logo a seguir.

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A estratégia é inspirada em situação semelhante ocorrida no Senado americano. Barack Obama no final de seu mandato, em 2016, indicou Merrick Garland para a Suprema Corte. O Senado enrolou por 293 dias e a indicação expirou. Donald Trump, com isso, fez em 2017 o novo ministro, o conservador Neil Gorsuch.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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