Luz mais cara: saiba quem são os senadores que votaram pela privatização da Eletrobras

MP do governo Bolsonaro que permite privatizar a estatal - o que deve elevar a tarifa de energia - foi aprovada por 42 votos a favor e 37 contrários

O plenário do Senado, por maioria, aprovou na tarde desta quinta-feira (17) a Medida Provisória (MP) 1.031, apresentada pelo governo Bolsonaro, que permite e a privatização da Eletrobras. Ao todo, foram 42 votos a favor do texto principal da MP e 37 contrários.

Como o texto que havia sido aprovado na Câmara foi modificado pelo Senado, a proposta deverá ser analisada novamente pela outra casa legislativa em votação prevista para acontecer na próxima semana. Saiba como foi a votação na Câmara aqui.

A principal justificativa do governo ao querer privatizar a maior empresa de energia elétrica da América Latina é que isso reduziria a conta de luz, argumento que é rechaçado por entidades do setor elétrico. Levantamento divulgado em maio pela Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) aponta que a conta de luz, caso a privatização da estatal seja confirmada, vai aumentar em até 20%.

“Lutamos para que a MP da Eletrobras fosse rejeitada integralmente e pedimos ao Governo pra bater o escanteio de novo, pra começar direito, com um projeto de lei que pudesse ser discutido nas Comissões e com a presença de todos os envolvidos. Mas, o Senado preferiu aceitar esse abacaxi indigesto servido pelo governo e que prejudicará milhões de famílias com o aumento da conta de luz e prejuízos ao meio ambiente. A luta continua pela defesa de nossas estatais!”, afirmou o líder da Minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN).

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Senadores de partidos de oposição, como PT, PDT e Rede votaram contra a proposta, enquanto senadores governistas e boa parte dos parlamentares do centrão votaram a favor. Confira, na imagem abaixo, como foi a votação. O “S” representa voto favorável à MP, enquanto o “N” representa voto contrário.

Reprodução/Agência Senado

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Ivan Longo

Jornalista, editor de Política, desde 2014 na revista Fórum. Formado pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Twitter @ivanlongo_

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